Talebã nega morte de mulá Omar por forças paquistanesas

Image caption Mulá Omar, em uma de suas poucas fotos disponíveis

A milícia extremista afegã Talebã negou nesta segunda-feira que seu líder, mulá Mohammed Omar, tenha sido morto no vizinho Paquistão.

Reportagens e boletins de rádio locais davam conta de que Omar teria sido morto ao ser transferido pelos serviços de inteligência paquistaneses para a região do Waziristão do norte.

Um porta-voz do grupo militante, Zabihullah Mujahid, negou as informações e disse que Omar continua vivo e na liderança dos insurgentes no Afeganistão.

O líder do Talebã, milícia deposta no Afeganistão pela invasão americana em 2003, faz raríssimas aparições. Ele não tem sido visto em público nos últimos anos e acredita-se que esteja escondido no Paquistão.

Após a morte do líder da rede Al-Qaeda, Osama Bin Laden, também no Paquistão, a milícia disse que tem "novo ímpeto" para conduzir a chamada jihad, ou guerra santa, contra os "invasores" do país.

O movimento disse que Bin Laden é um "mártir" e que que sua morte levará "centenas (de outras pessoas) ao martírio e sacrifício".

As forças da coalizão internacional no Afeganistão são lideradas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

No mês passado, o Talebã anunciou o começo de uma ofensiva contra forças afegãs e estrangeiras, um anúncio feito logo após um atentado suicida contra o Ministério da Defesa.

A Otan diz que está obtendo progressos contra os insurgentes, mas o Talebã ainda consegue atacar alvos do governo mesmo em locais bem vigiados.

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