Líder sul-africano vai à Líbia negociar saída para conflito

Jacob Zuma em Trípoli em abril Direito de imagem Reuters (audio)
Image caption Zuma esteve na Líbia na abril para tentar negociar uma solução

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, está nesta segunda-feira na capital da Líbia, Trípoli, para o que muitos comentaristas dizem ser a última tentativa de solução diplomática para o conflito no país do norte da África.

Um porta-voz do governo sul-africano disse que o objetivo principal da visita é assegurar um cessar-fogo imediato e o trânsito de ajuda humanitária no país.

Não está claro se a visita de Zuma – a segunda à Líbia desde abril – discutirá estratégias para que o líder líbio, Muamar Khadafi, deixe o poder.

No entanto, um alto funcionário do governo líbio disse à BBC que não há chance de Khadafi aceitar isso ou sair do país. Seus simpatizantes dizem que ele pode, inclusive, ser detido por acusações de crimes contra a humanidade se deixar a Líbia.

Pressão

Khadafi, visto em público pela última vez em 11 de maio, não esteve entre os dignatários que receberam Zuma no aeroporto de Trípoli nesta segunda-feira.

No domingo, o partido de Zuma condenou as ações militares da Otan contra a Líbia.

"Nos juntamos ao resto do continente e a todos os amantes da paz no mundo na condenação dos contínuos bombardeios da Líbia por parte das forças ocidentais", disse o Congresso Nacional Africano (CNA) em um comunicado, após encontro de dois dias.

A África do Sul votou a favor da resolução da ONU que autorizava o uso de força para a proteção de civis líbios, mas desde então tem se mostrado crítica à campanha militar da Otan.

A pressão internacional sobre Khadafi vem aumentando. O presidente russo Dmitry Medvedev disse no sábado que ele não tem mais o direito de governar o país. França e Grã-Bretanha disseram nos últimos dias que vão usar equipamentos mais sofisticados nas operações militares.

Leia mais na BBC Brasil: Britânicos vão usar bombas de 900kg contra Khadafi

Rebeldes que controlam a parte leste da Líbia dizem que só aceitariam uma solução negociada que inclua a saída de Khadafi.

Um plano de paz proposto pela União Africana em fevereiro foi rejeitado pelos rebeldes e a Otan por não prever que o líder líbio abra mão de seus poderes.

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