América Latina

Cinzas do vulcão chileno avançam pela Patagônia argentina

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A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue-Caulle avançou neste domingo para a Patagônia argentina, como as cidades da província de Chubut, Trelew e Puerto Madryn, na costa atlântica.

Imagem aérea da nuvem de cinzas do vulgão Puyehue (AFP)

Vulcão liberou coluna de cinzas que avançou para Argentina

As cidades argentinas estão a quase 900 quilômetros do complexo vulcânico e registram baixa visibilidade, segundo informa o site Infoglaciar, de Chubut.

O vulcão Puyehue, que forma parte da cadeia Puyehue-Cordón Caulle, perto da fronteira com a Argentina, entrou em erupção no sábado e grandes colunas de fumaça podiam ser vistas de longe.

As cinzas chegaram até a cidade de San Carlos de Bariloche (Bariloche), a 90 quilômetros de distância, e Villa Angostura, a 45 quilômetros do epicentro do fenômeno.

A nuvem escureceu estas cidades a partir das cinco horas da tarde de sábado, como contou à rádio Mitre o prefeito de Villa Angostura, Ricardo Alonso.

“Hoje, domingo, podemos dizer que é uma situação de emergência, mas que estamos tomando todas as precauções necessárias. As aulas e os voos, por exemplo, foram suspensos até que tudo volte à normalidade”, afirmou.

Segundo a imprensa local, os moradores da cidade foram orientados a não sair de casa e o transporte público entre as duas cidades também foi interrompido.

Voos cancelados

Homem limpa cinza de vulcão chileno nas ruas de Bariloche (Reuters)

Cinzas de vulcão chileno chegaram a Bariloche, na Argentina

Neste domingo foram cancelados doze voos do aeroporto Jorge Newberry, de Buenos Aires para a região patagônica. Entre eles, dois para Bariloche e um para Ushuaia, na província de Terra do Fogo – dois destinos muito visitados pelos brasileiros.

Segundo os jornais argentinos, os poucos moradores que saíram às ruas no sábado usavam máscaras para evitar respirar as cinzas vulcânicas.

No entanto, as autoridades chilenas decretaram alerta vermelho na região do vulcão, na localidade de Osorno, no sul do Chile e em frente a Bariloche.

Neste domingo, o subsecretário do Ministério do Interior, Rodrigo Ubilla, e o diretor nacional do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol), Vicente Nunez, iniciaram discussões para retirar os moradores que permaneciam na região. Eles fizeram apelos para que os turistas deixassem o local.

Na véspera, cerca de 3,5 mil pessoas foram retiradas da região onde fica o vulcão. A erupção, de acordo com as autoridades chilenas, foi acompanhada por “dezenas de tremores de terra” por hora. O movimento causado pelos terremotos poderia ter tornado o vulcão mais ativo, de acordo com a imprensa chilena.

Segundo o ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, "a fumaça de gases vulcânicos tem uma altura de dez quilômetros e uma largura de cinco quilômetros".

A última erupção do vulcão Pueyhue ocorreu em 1960. Em 2008, outro vulcão chileno, Chaitén, também no sul do país, entrou em erupção, derramando igualmente cinzas na própria localidade e nas vizinhas províncias argentinas da Patagônia.

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