Confrontos entre forças de segurança e manifestantes matam 25 na Síria

Protestos contra o governo na Síria (AP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Manifestantes prometem mais protestos para terça-feira

Pelo menos 25 pessoas teriam morrido nos últimos dois dias em manifestações pela democracia na cidade de Jisr al-Shughour, no noroeste da Síria.

Entre os mortos estariam vários membros das forças de segurança sírias.

Ativistas de oposição afirmam que soldados e tanques foram enviados à cidade, usando foguetes e armas pesadas. As autoridades afirmam que a polícia e forças de segurança foram atacadas por grupos armados.

Imagens da TV estatal síria mostraram prédios públicos, veículos e delegacias incendiados em Jisr al-Shughour. A TV estatal também informou que os grupos estão atacando prédios do governo desde sábado, bloqueando estradas e intimidando os moradores.

As informações sobre o levante sírio não podem ser confirmadas de forma independente, já que jornalistas estrangeiros não têm entrada permitida na Síria.

Hama

Mais ao sul, testemunhas afirmaram que a cidade de Hama ainda vive um clima de tensão, com lojas fechadas e ruas desertas, depois da grande manifestação de sexta-feira, da qual 50 mil participaram.

Ativistas afirmam que cerca de 80 pessoas morreram na sexta-feira e, segundo informações, corpos de muitos dos que foram mortos foram encontrados em um parque público no sábado, depois de desaparecerem.

Na cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, muitos manifestantes teriam sido feridos quando as forças de segurança do governo tentaram impedir que milhares de pessoas derrubassem a estátua do pai do presidente Bashar al-Assad, Hafez.

Segundo o correspondente da BBC em Beirute, no Líbano, Jim Muir, os organizadores dos protestos na Síria querem intensificar as manifestações e já convocaram mais protestos para a terça-feira, chamando estas manifestações de "Dia do Despertar".

Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que mais de 1,1 mil pessoas já foram mortas desde o início dos protestos pró-democracia na Síria, no meio de março.

Os protestos pedem reformas democráticas e a saída do presidente Bashar Al-Assad, que está no poder há quase 11 anos.

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