Com Gleisi, Dilma tenta evitar 'terceirização' da iniciativa política, diz ‘Economist’

Gleisi e Dilma se cumprimentam na posse da nova ministra (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Gleisi 'só deve lealdade à própria presidente', opina revista

Após a saída de Antonio Palocci da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff tenta trazer para si a responsabilidade pela articulação política no governo, opina reportagem da revista The Economist publicada nesta quinta-feira.

Com a nomeação de Gleisi Hoffmann para o cargo deixado por Palocci, “a conclusão é que Dilma deveria começar a agir mais (como seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva)”, diz a reportagem.

“O melhor conselho que ele (Lula) poderia dar a outros líderes, declarou ele à Economist em setembro passado, era o de não terceirizar a política. ‘Quem quer que seja eleito, deve fazer (a articulação) política’, disse. ‘Se mandar um procurador em seu lugar, não vai funcionar.’ Parece que Dilma aceitou o conselho. Ela agora tem que mostrar que pode ser sua própria executora política.”

A revista avalia que a escolha de Gleisi como ministra-chefe da Casa Civil é “uma corajosa, mas arriscada tentativa (de Dilma) recuperar sua iniciativa política”.

“Ao contrário de Palocci, que tinha laços próximos com Lula, Gleisi deve lealdade a ninguém a não ser à própria presidente”, diz a Economist.

A reportagem também diz que a saída de Palocci – que renunciou após reportagem mostrar uma grande evolução em seu patrimônio nos últimos quatro anos -, menos de seis meses desde o início do governo, foi um revés para Dilma.

Mas agrega que, enquanto ministro, Palocci “deixara de ser um ativo e se tornara uma responsabilidade” com a qual a presidente teve de lidar.

Notícias relacionadas

Links de internet relacionados

A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos de internet