América Latina

Vulcão ainda causa atrasos em aeroportos de Argentina, Uruguai e Paraguai

Imagem aérea da nuvem de cinzas do vulgão Puyehue (AFP)

Vulcão liberou coluna de cinzas que avançou para Argentina

As cinzas do vulcão chileno Puyehue ainda causam nesta quinta-feira atrasos em voos em aeroportos internacionais de Argentina, Uruguai e Paraguai.

No entanto, a situação é bem melhor do que a de quarta-feira, quando mais de cem voos foram cancelados nestes três países.

Em Buenos Aires, os voos para São Paulo e Rio de Janeiro saíam no horário do aeroporto Aeroparque, mas apresentaram atrasos no aeroporto internacional de Ezeiza.

Em Montevidéu, os três primeiros voos do dia da companhia aérea GOL para São Paulo foram cancelados, mas voos de outras companhias, como a Pluna, já estavam regularizados.

O aeroporto internacional de Silvio Petirossi, de Assunção, também apresentava atrasos.

O vulcão chileno, entretanto, afetou pouco o aeroporto da capital do país, Santiago, que funcionava normalmente nesta quinta-feira.

Situação ‘sensível’

Autoridades argentinas ainda consideram a situação "sensível" já que o vulcão segue emitindo cinzas, e os ventos continuam empurrando os resíduos para os países vizinhos.

A Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) da Argentina decidiu ainda manter cancelados os voos para os principais aeroportos do sul do país.

Para Bariloche - cidade muito procurada por turistas brasileiros nesta época do ano - e outras cidades da região, a previsão é de que os voos só sejam normalizados a partir de 21 de junho.

A cerca de 90 km do vulcão, Bariloche segue quase isolada – o acesso só é feito, com dificuldade, por terra.

O Serviço Metereológico Nacional (SMN) emitiu um comunicado, na quarta-feira, com um alerta para ventos de até cem quilômetros por hora esperados para diferentes destinos da Patagônia, como as províncias de Chubut, Neuquén e Río Negro, onde está Bariloche.

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Tocar com outro programa

A situação continuava critica nas localidades de San Martín de los Andes e Villa Angostura, também na Patagônia argentina e próximas do vulcão chileno.

As aulas continuam suspensas, e os serviços, limitados nestes locais. Em Villa Angostura, autoridades locais recomendaram que os moradores e turistas não saiam de casa. Muitos estão sem aquecimento.

Casas e hotéis estão cobertos de cinzas, e teme-se que o peso danifique os tetos. O comitê de emergência criado na Argentina para lidar com o problema emite um boletim a cada seis horas sobre a situação dos voos e do clima.

Devido à situação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu cancelar uma visita que faria à Argentina nesta quinta-feira.

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