Manifestantes cercam prédio do Parlamento catalão em Barcelona

Manifestantes e tropa de choque em Barcelona (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Manifestantes protestaram contra plano de cortes de gastos

Cerca de 2 mil manifestantes cercaram nesta quarta-feira o Parlamento catalão em Barcelona, no nordeste da Espanha, em um protesto contra um plano regional de corte de gastos.

O presidente da região da Catalunha, Artur Mas, estava entre as várias autoridades que só conseguiram chegar ao Parlamento em um helicóptero da polícia, pois os manifestantes estavam bloqueando os portões.

No entanto, vários membros da assembleia foram atingidos com jatos de tinta enquanto passavam pelos cordões de isolamento da polícia, em meio aos protestos. Alguns foram empurrados enquanto tentavam entrar.

O debate ocorreu dentro do Parlamento depois de atrasos, mas apenas metade dos legisladores participou.

Os manifestantes protestam contra o plano regional de austeridade que prevê cortes nos setores de saúde e educação da Catalunha.

A maior parte dos manifestantes de Barcelona faz parte de um movimento de jovens chamado Indignados, que já fez vários protestos em toda a Espanha contra os planos de austeridade do governo.

Grécia

A Espanha tem a taxa de desemprego mais alta da União Europeia, 21%. Em algumas regiões do país cerca de metade dos jovens adultos estão desempregados. Muitos criticam as leis espanholas, alegando que elas dificultam a contratação de novos funcionários.

Os protestos desta quarta-feira em Barcelona ocorrem simultaneamente a protestos na Grécia. Ativistas em Atenas tentaram cercar o Parlamento grego para tentar impedir o debate sobre as novas medidas de austeridade daquele país.

Os manifestantes gregos também são conhecidos como indignados e levam bandeiras gregas e espanholas aos protestos, além de ter espalhado faixas com a frase em espanhol No pasarán ("Não passarão") no protesto desta quarta-feira em Atenas.

Assim como na Espanha, muitos jovens gregos acusam os políticos do país de corrupção e de driblarem as medidas de austeridade que tentam impor ao país.

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