Pelo menos 20 morrem em novos protestos na Síria, dizem ativistas

Menino sírio carrega cartaz durante protesto contra o governo (AP) Direito de imagem AP
Image caption Síria vem passando por onda de protestos desde março

Pelo menos 20 pessoas morreram nesta sexta-feira em uma nova jornada de protestos na Síria contra o regime do presidente Bashar Al-Assad, segundo ativistas de direitos humanos.

Os ativistas disseram que cinco pessoas foram mortas ao deixarem uma mesquita na cidade de Kisweh, perto da capital, Damasco, durante as tradicionais orações de sexta-feira.

Outras vítimas fatais foram registradas na própria capital e na cidade de Homs, no oeste.

As autoridades sírias atribuíram a pessoas armadas não identificadas algumas das mortes, e afirmaram que membros das forças de segurança também ficaram feridos.

União Europeia

Grupos de oposição afirmam que, desde o início dos protestos populares contra o regime Assad, em março deste ano, pelo menos 1,3 mil pessoas já foram mortas por forças de segurança.

A confirmação de informações sobre protestos e mortes na Síria é difícil, já que o regime sírio não permite a entrada de jornalistas estrangeiros. Muitos relatos chegam por meio da internet, enviados por manifestantes no país.

Em outro desdobramento, a União Europeia ampliou a sua lista de sanções contra pessoas supostamente ligadas ao regime de Assad.

Entre elas, há três integrantes da Guarda Revolucionária do Irã, que também estão sujeitos às sanções por terem, de acordo com um comunicado, ''fornecido equipamentos e apoio ao regime sírio na repressão aos protestos''.

Em uma declaração ainda não ratificada oficialmente, a União Europeia diz condenar a ''inaceitável e chocante violência que o regime sírio continua a aplicar contra os seus próprios cidadãos''.

Acredita-se que o documento será ratificado ainda nesta sexta-feira, durante um encontro entre líderes da União Europeia realizado em Bruxelas.

Turquia

No norte de país, continua a ser registrado um grande fluxo de imigrantes que está tentando deixar a Síria rumo à Turquia, fugindo da violência.

Leia mais na BBC Brasil sobre a situação na região

A imprensa estatal da Turquia informou que mais de 1,5 mil pessoas cruzaram a fronteira depois que tropas leais a Assad e tanques avançaram sobre o vilarejo de Khirbet Al-Jouz.

Tropas sírias também seguiram para um campo de refugiados na fronteira, levando famílias que lá estavam a romper a cerca na fronteira para fugir para a Turquia.

Um correspondente da BBC que visitou um campo disse que o local está deserto, com carros abandonados, e que na fronteira soldados sírios e turcos estão a poucas centenas de metros de distância, embora não existam sinais de tensão entre eles.

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