Contra inflação e desigualdade, China amplia isenção do imposto de renda

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Image caption O governo chinês acredita que medida ajudará a reduzir a desigualdade e os efeitos da inflação

O governo da China anunciou nesta quinta-feira uma elevação no teto de rendimento dos contribuintes que não são obrigados a pagar imposto de renda, em uma tentativa de ajudar os mais pobres a enfrentar os efeitos da inflação e diminuir a desigualdade no país.

Até agora, os chineses que ganhavam até 2 mil yuans (quase R$ 485) por mês estavam isentos do imposto. Com as novas medidas, estão isentos os chineses que ganham até 3,5 mil yuans (cerca de R$ 850) por mês.

Com a medida, pouco menos de 8% dos trabalhadores assalariados chineses submetidos à lei de imposto de renda continuarão sendo obrigados a pagar o tributo. Calcula-se que cerca de 60 milhões de pessoas fiquem isentas, diminuindo seus encargos financeiros.

A lei de imposto de renda na China abrange apenas trabalhadores urbanos. Os rurais estão submetidos a outro regime de tributação.

Aniversário do partido

A medida foi anunciada na véspera do aniversário de 90 anos do Partido Comunista Chinês.

O comitê do Congresso Nacional do Povo informou que o aumento do limite era “necessário e oportuno” e vai reduzir a carga tributária entre os chineses de baixa renda, colaborando para diminuir a desigualdade social.

O governo da China tinha assumido o compromisso de diminuir a diferença entre a população pobre, que é maioria, e a elite urbana, que lucrou com os anos de rápido crescimento econômico no país.

Também pesou na decisão o aumento da inflação, influenciada pela elevação do preço dos alimentos. No mês passado, a inflação no país atingiu o seu nível mais alto em quase três anos.

As autoridades chinesas já tinham prometido ajudar os trabalhadores com salários mais baixos, que são os mais atingidos pela inflação.

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