Strauss-Kahn é liberado da prisão domiciliar em Nova York

Strauss-Kahn chega a tribunal de NY para audiência. Foto: Getty Images Direito de imagem Getty
Image caption Ex-diretor do FMI (dir.) responde a sete acusações, que incluem agressão sexual e tentativa de estupro

O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn, acusado de tentativa de estupro e assédio sexual, foi liberado nesta sexta-feira de sua prisão domiciliar em Nova York sem o pagamento de fiança.

Strauss-Kahn, que compareceu nesta sexta-feira a uma audiência do caso em um tribunal na cidade americana, foi solto "por sua própria intimação", o que significa que ele poderá simplesmente prometer que aparecerá diante da corte em seu processo. Ele também receberá de volta os US$ 6 milhões (cerca de R$ 9,3 milhões) pagos de fiança anteriormente, que garantiram que ele pudesse permanecer em prisão domiciliar e não na cadeia.

No entanto, o tribunal decidiu reter o passaporte de Strauss-Kahn, para impedir que ele deixe os Estados Unidos.

O ex-diretor do FMI é acusado de molestar sexualmente um camareira em um hotel de Nova York, no dia 14 de maio. Ele responde a sete acusações, entre elas quatro crimes graves que incluem agressão sexual, abuso sexual e tentativa de estupro.

Credibilidade

O futuro do caso parece ter se tornado incerto depois que autoridades americanas colocaram em dúvida a credibilidade da suposta vítima de Strauss-Kahn, uma mulher de origem guineana, de 32 anos.

Segundo o jornal TheNew York Times, investigadores do caso disseram que a camareira tem mentido repetidamente em seus depoimentos. Além disso, segundo as fontes, a mulher pode ter mentido em seu pedido de asilo.

Mesmo negando categoricamente as alegações, o ex-diretor-gerente do FMI se viu forçado a renunciar em 19 de maio ao cargo, para o qual foi eleito nesta semana a ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde.

Em audiências anteriores, os promotores garantiram ter provas “substanciais” contra o francês.

Mas, segundo o The New York Times, embora os testes forenses tenham mostrado indícios de contato sexual entre ele e a camareira, os promotores questionam as circunstâncias do episódio.

Notícias relacionadas