Zona do euro aprova ajuda de 12 bilhões de euros para a Grécia

Cidadãos gregos protestam contra medidas de austeridade em frente ao Parlamento. Direito de imagem Reuters
Image caption A população grega foi contra as medidas de austeridade para conter a crise

Os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram a última parcela do pacote de ajuda financeira à Grécia, aprovado no ano passado pela União Europeia e pelo FMI.

Eles irão liberar cerca de 12 bilhões de euros (R$ 27 bilhões) nas próximas duas semanas para ajudar o governo grego a pagar suas dívidas com credores internacionais e evitar a falência do país.

No início desta semana, o parlamento grego aprovou medidas de austeridade exigidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional como parte do plano de recuperação.

Os parlamentares apoiaram as medidas, que incluem a criação de uma agência de privatização; o aumento de impostos e cortes na contratação de funcionários públicos, apesar dos protestos da população nas ruas de Atenas.

A UE e o FMI já concordaram em fazer empréstimos de emergência em um total de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 249 milhões) ao país.

Os ministros de Finanças da zona do euro já discutem os detalhes de um segundo pacote para ajudar a Grécia a pagar suas dívidas até o fim de 2014.

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, comemorou a decisão do grupo de ministros, dizendo que ela "reforçava a credibilidade internacional do país".

"O que é crucial agora é a implantação efetiva das decisões tomadas no parlamento, para que nós possamos emergir gradualmente desta crise pelo bem da economia nacional e dos cidadãos gregos", disse.

`Miopia´

Ainda neste sábado, o ministro das Finanças polonês Jacek Rostowski criticou a maneira como a Europa está lidando com a crise grega.

Ele afirmou que os planos de ajuda europeus dão muita ênfase às medidas de austeridade e não dão atenção suficiente ao crescimento.

Rostowski também acusou partidos de oposição de países da zona do euro de demonstrarem "uma miopia de tirar o fôlego" em sua oposição à ajuda financeira para a Grécia.

Os comentários do ministro aconteceram depois que a Polônia assumiu, pelos próximos seis meses, a presidência rotativa na União Europeia, na última sexta-feira.

Ele agora deverá se reunir com ministros das Finanças europeus e espera se juntar às discussões dos ministros da zona do euro - ainda que a Polônia não tenha adotado o euro como moeda oficial.