Ativistas pró-palestinos são barrados em aeroportos europeus

Soldados israelenses retiram um ativista pró-Palestina do aeroporto de Ben Gurion. (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Israel pediu que companhias aéreas impedissem ativistas de chegarem ao país

Cerca de 200 ativistas que planejavam participar de manifestações de solidariedade a palestinos na Cisjordânia foram impedidos nesta sexta-feira de embarcar em voos da Europa para a cidade israelense de Tel Aviv.

Nessa quinta-feira, o governo israelense enviou a companhias aéreas europeias uma relação com os nomes de 342 ativistas pró-palestinos, exigindo que essas pessoas fossem impedidas de embarcar.

No aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, pelo menos 60 ativistas que chegavam à cidade nesta sexta-feira por meio de um voo da companhia EasyJet foram detidos para ser interrogados e, depois, deportados.

Já dois ativistas americanos que entraram em Tel Aviv pela Grécia também foram deportados pelas autoridades israelenses.

‘Provocação’

O governo de Israel considera a visita dos ativistas uma provocação com o objetivo de deslegitimar o Estado de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse que seu governo tem o direito básico de manter afastados do país o que ele descreveu como "perturbadores suspeitos".

No entanto, os ativistas dizem que as ações de Israel são ilegais e que a manifestação será pacífica. Os visitantes planejam participar de uma semana de eventos de apoio à criação de um Estado palestino.

A polêmica ocorre cerca de um ano depois que uma ação militar israelense contra embarcações de ativistas que tentavam furar o bloqueio a Gaza deixou nove mortos, causando forte reação da opinião pública internacional contra Israel.

No último dia 4, a Grécia interceptou barcos que novamente tentavam desafiar o bloqueio israelense ao território palestino.

Estado palestino

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pretende pedir, em setembro, o reconhecimento da ONU ao Estado Palestino nas fronteiras anteriores à Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967.

No conflito, Israel derrotou Egito, Jordânia e Síria, terminando por ocupar os territórios palestinos da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza.

A iniciativa de Abbas ganhou o apoio de alguns países, como Brasil e Argentina, que já reconheceram o Estado palestino com as fronteiras anteriores a 1967.

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