Condenada dupla que matou casal em lua de mel

Ben e Catherine Mullany Foto: PA Direito de imagem PA
Image caption Ben e Catherine foram enterrados na mesma igreja onde se casaram

Dois homens foram condenados pelo assassinato de um casal britânico que passava a lua de mel na ilha de Antígua, no Caribe.

Ben Mullany, estudante de fisioterapia, e esposa Catherine, que era médica, foram mortos com tiros na nuca no quarto de hotel onde estavam hospedados no dia 27 de julho de 2008, duas semanas após seu casamento.

Os condenados pelo crime, Kaniel Martin, de 23 anos, e Avie Howell, de 20, nunca admitiram ter assassinado o casal.

Durante o julgamento que durou dois meses e ouviu mais de 90 testemunhas, os dois se negaram a ser interrogados perante o tribunal.

A sentença será anunciada no fim de setembro e eles podem ser condenados à morte.

Lágrimas

Após atirar nas duas vítimas, os assassinos roubaram dois celulares, uma câmera digital e algum dinheiro.

Catherine Mullany morreu quase que instantaneamente, enquanto Ben chegou a ser transferido de volta ao País de Gales, onde ambos viviam, mas acabou morrendo uma semana depois.

Eles foram enterrados no cemitério da Igreja de St John Evangelist, em Cilybebyll, a mesma onde foi celebrado seu casamento pouco tempo antes.

Os pais de Ben e Catherine Mullany choraram ao ouvir o veredicto e divulgaram uma declaração.

"Não há nenhuma alegria no veredicto de hoje, apenas uma sensação de alívio de que após três anos de espera, a justiça chegou para nossos filhos", dizia a mensagem.

"Estes dois indivíduos nunca mais vão poder infligir a mesma angústia e devastação a nenhuma outra família, como fez com as nossas."

Investigação

A acusação contou com a ajuda de investigadores britânicos, enviados à ilha caribenha a pedido do primeiro-ministro de Antígua, preocupado com o impacto da morte do casal para o turismo local.

Segundo especialistas forenses, as provas físicas contra a dupla eram definitivas. Além de gravações com a voz de um dos acusados em um telefone roubado, havia resíduo de pólvora em roupas dos acusados.

Eles também foram condenados pelo assassinato da comerciante Woneta Anderson, executada com uma bala saída da mesma arma que matou o casal em lua de mel. Na loja, foi encontrada uma bandana que tinha o DNA de Howell.

Desde os assassinatos, as famílias do casal fundaram uma instituição de caridade, o Fundo Mullany, que oferece bolsas a jovens que querem estudar medicina e fisioterapia.

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