Acompanhe ao vivo os acontecimentos em Trípoli

Atualizado em  22 de agosto, 2011 - 05:55 (Brasília) 08:55 GMT

Comentário ao vivo da BBC Brasil
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Forças contrárias ao regime de Muamar Khadafi entraram na capital da Líbia, Trípoli, seis meses após o começo de uma revolta popular. Há violentos combates em andamento ao redor do quartel-general de Khadafi, em Bab al-Azizia, e os sinais são de que o regime de 42 anos do líder líbio estão chegando ao fim. Acompanhe os principais momentos da batalha por Trípoli aqui.

16h22: Obama disse nesta segunda-feira que a situação na Líbia ainda é incerta e que a batalha ainda não acabou, mas que está claro que o regime de Muamar Khadafi "está chegando ao fim e que o líder líbio deve abandonar o poder e, assim, evitar maior derramamento de sangue".

14h42: O reporter da BBC em Misrata Jonathanh Head escreve:

"Muitos integrantes das forças rebeldes foram para Trípoli apoiar a luta, mas não conseguiram chegar no local por enfrentarem resistência de forças leais a Khadafi. A abertura da estrada entre as duas cidades permitiria a chegada de suprimentos na capital e assegurar o controle rebelde no oeste líbio."

14h33: A Casa Branca disse não ter evidências de que Muamar Khadafi tenha deixado Trípoli. O presidente americano, Barack Obama, deve fazer um pronunciamento às 15h (horário de Brasília).

14h30: A TV Al-Jazeera afirma que Mohammed, um dos filhos de Khadafi, teria fugido com a ajuda de forças leais ao regime após ter sido capturado em sua casa.

14h23: A TV líbia controlada por rebeldes diz que forças pró-Khadafi estão “bombardeando indiscriminadamente” áreas vizinhas ao quartel general de Khadafi, em Bab al-Azizia.

14h20: O repórter da BBC Matthew Price, dentro do hotel Rixos em Trípoli escreve:

"Estou com cerca de outros 30 membros da mídia internacional em uma área ainda controlada por forças pró-Khadafi. As ruas próximas do hotel têm homens de Khadafi e acreditamos que esta é uma das duas, talvez mais, áreas que eles ainda controlam na cidade."

14h15: Há relatos de que Khadafi esteja ferido, recebendo tratamento médico em um hospital de ou nas cercanias de Tajoura, a leste de Trípoli, segundo um jornal árabe com sede em Londres e a TV Al-Arabiya.  Este não foi o primeiro rumor de que ele tenha saído de seu QG em Bab al-Azizia.

14h11: Diplomatas do grupo de contato sobre a Líbia, grupo formado por EUA, aliados europeus e árabes, entre outros, se reunirá na quinta-feira na cidade turca de Istambul para discutir os próximos passos para o país.

14h06: A União Africana decidiu não emitir um comunicado após o encontro de emergência desta segunda-feira para discutir a Líbia. Um porta-voz da entidade disse que muita informação foi trocada e novo encontro deve ocorrer dentro de dois dias.

13h54: Um militar líbio se entregou para autoridades na Tunísia com sete quilos de explosivos. Ele disse ter sido enviado por Khadafi ao país vizinho com instruções para explodir a embaixada de um país árabe e assim sabotar a revolução tunisiana.

13h40: Hani em Trípoli afirma que não há eletricidade na cidade e os telefones celulares não estão funcionando.

13h31: Há relatos de que a energia foi cortada no hotel Rixos em Trípoli, onde muitos jornalistas estrangeiros estavam hospedados.

13h27: A World Medical Camp, organização formada para garantir a chegada de suprimentos médicos na Líbia disse que Trípoli enfrentará uma crise humana a menos que medidas sejam tomadas nos próximos dias. A organização disse que podem faltar produtos como leite para bebês e insulina, já que seus veículos vêm sendo atacados.

13h18: Forças rebeldes dizem que controlam a maior parte de Trípoli. No entanto, o canal pró-Khadafi Al-Urubah disse, citando moradores da cidade, que as forças pró-governo controlam 90% da capital.

13h08: Os Emirados Árabes Unidos, país que não se manifestou sobre a crise na Líbia durante os últimos meses, parabenizou os rebeldes líbios pelos avanços em Trípoli.

13h04:O premiê britânico, David Cameron, disse que a Grã-Bretanha pode se orgulhar do papel que desempenhou, mas insistiu que o futuro do país deve ser decidido pelos próprios líbios.

12h54: O ex-ministro do petróleo líbio Shokri Ghanem disse à Reuters que o país pode demorar 18 meses para voltar ao nível de produção anterior ao conflito, quando produzia 1,6 milhão de barris por dia.

12h45: Funcionários da embaixada da Líbia em Brasília afirmaram nesta segunda-feira que a bandeira dos rebeldes foi hasteada na representação diplomática.

12h44: Rebeldes líbios indicaram que pretendem julgar os três filhos de Khadafi capturados na Líbia e não entregá-los para o Tribunal Penal Internacional.

12h41: O Banco Mundial disse que "trabalhará com a Líbia assim que pudermos ajudar na recuperação do país".

12h38: O assistente do ministro das Relações Exteriores do Quênia, Richard Onyonka, disse à BBC que Khadafi deixará saudades na África. "Os quenianos  vêem Khadafi como alguém que fez coisas muito positivas, especialmente para os movimentos de libertação na África, a luta contra  apartheid e o colonialismo".

12h33: Falando em Nova York, Ban Ki Moon anunciou um encontro na Líbia nesta semana entre União Africana, a Liga Árabe e outros grupos regionais para discutir a situação no país.

12h27: O secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, pediu para que forças leais a Khadafi parem de lutar imediatamente e permitam a transição de poder no país. Ele disse que este é um momento de esperança, mas existem riscos.

12h22: Os EUA acreditam que Khadafi ainda está na Líbia. Um porta-voz do Pentágono disse que o país não pretende enviar soldados ao país para eventuais missões de paz.

12h19: Forças leais a Khadafi teriam recuperado parte do terreno perdido em batalhas ocorridas no início da segunda-feira, segundo um correspondente da BBC em Trípoli.

12h13: O premiê italiano, Silvio Berlusconi, pediu para que Khadafi cesse sua "resistência inútil" e que os rebeldes que avançam sobre Trípoli evitem atos de vingança.

12h09: O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, classificou os acontecimentos me Trípoli como uma "conquista significante" e disse que a mudança de regime no país teria sido uma lição para todos.

12h07: Aviões da Otan bombardearam pelo menos 40 alvos em Trípoli e arredores nas últimas 48 horas, o maior ataque desde o início das operações há cinco meses.

12h03: A TV árabe Al Arabiyah disse que um terceiro filho de Khadafi, Saadi, teria sido capturado por forças rebeldes.

12h01: O Kuwait reconheceu o Conselho Nacional de Transição como o governo legítimo da Líbia.

11h52: O alto comissário para refugiados da ONU, Antonio Guterres, pediu para que ambos os lados garantam a segurança de estrangeiros na Líbia. Muitos cidadãos de países da África subsaariana foram atacados em etapas inicias do levante por líbios que julgaram que eles atuavam como mercenários pró-Khadafi.

11h46: A TV estatal líbia Jamahiriyah foi tirada do ar. Um porta-voz rebelde disse que as forças oposicionistas controlam o prédio onde fica a sede da emissora.

11h40: A TV Al Arabyia afirma que há um violento confronto entre forças rebeldes e forças pró-Khadafi perto da fronteira com a Tunísia

11h38: A África do Sul negou ter enviado um avião para a Líbia com o objetivo de ajudar na retirada de Muamar Khadafi.

11h36: A China disse que respeitará o desejo da população líbia e a Rússia se declarou neutra em relação ao avanço rebelde em Trípoli.

11h34: O Egito reconheceu oficialmente Conselho Nacional de Transição como o governo legítimo da Líbia.

10h58: A Organização Internacional para Migração disse que enviou um barco para Trípoli para ajudar na retirada de estrangeiros. A embarcação com capacidade para 300 pessoas deve chegar ao porto de Trípoli na terça-feira.

10h54: O enviado do Conselho Nacional de Transição, a coalizão rebelde, para a Liga Árabe, Abdel Moneim al-Huweini, disse que a Líbia pós-Khadafi não permitirá bases da Otan no território, segundo a agência de notícias egípcia Mena.

10h44: O ex-número 2 do regime líbio, Abdessalem Jalloud, recebeu asilo político na Itália. À TV italiana ele disse não acreditar que Khadafi iria se render ou cometer suicídio. Jalloud deixou Trípoli na semana passada.

09h37: Há relatos de que o primeiro-ministro da Líbia Baghdadi al-Mahmoudi está na ilha de Djerba, na Tunísia. "Ele chegou tarde da noite ao hotal", disse uma testemunha à agência de notícias Reuters.

09h31m: O ministro das Relações Exteriores da Itália, Maurizio Massari, disse ao Serviço Mundial da BBC: "O regime de Khadafi terminou, 40 anos de ditadura estão prestes a acabar. Isso envia uma mensagem muito importante a todos os ditadores da região".

07h57: A União Europeia vai manter suas sanções contra o governo da Líbia por enquanto, mas pode suspendê-las "com bastante rapidez" no tempo certo, disse a baronesa Catherine Ashton, chefe do órgão para política externa.

07h39: Hackers contrários a Khadafi apagaram o endereço de internet que caracteriza a Líbia, afirmou a companhia de segurança na internet Sophos. O serviço de monitoramento da mídia da BBC afirma que o domínio nic.ly mostra no momento uma bandeira do movimento rebelde e as palavras "tchau tchau, Khadafi".

07h29: Um morador de Trípoli que não quis ser identificado disse ao Serviço Mundial da BBC que rebeldes estavam "invadindo as casas da população, roubando tudo". "Isso vai ser um desastre para a Líbia e a Otan", disse ele.

07h23: O Tribunal Penal Internacional confirmou que está em negociações com os rebeldes sobre uma possível entrega à corte do filho de Khadafi, Saif al-Islam Khaddafi.

06h40: O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira em meio à expectativa de que o conflito na Líbia esteja chegando ao fim com a chegada dos rebeldes à capital, Trípoli.

Na abertura do mercado europeu, o preço do petróleo do tipo Brent caiu 1,7% para US$ 106,8 o barril, enquanto a cotação do petróleo leve americano permaneceu estável em US$ 82,9.

Os mercados esperam que um desfecho do conflito líbio restaure as exportações de petróleo do país, aumentando o fornecimento global da commodity.

A Líbia é o 12º maior exportador de petróleo do mundo.

Analistas dizem que os preços devem cair ainda mais, à medida que os acontecimentos no país deixem mais claro qual será o futuro político da Líbia.

"À medida que o mundo for recebendo a notícia ao acordar, veremos um declínio ainda maior dos preços de petróleo", disse Jonathan Barrat, da Commodity Broking, à BBC.

06h24: Forças pró-Khadafi estariam negociando sua rendição no bairro de Tajoura, em Trípoli, afirmam testemunhas.

06h17: O encarregado de negócios da Embaixada da Líbia em Londres, Mahmmud Nacua, disse a repórteres que o governo rebelde mudará da cidade de Benghazi para Trípoli.

06h18: "Tivemos uma noite muito dura, foi muito, muito difícil. Quase ficamos sem munição", disse o rebelde identificado como Hisham ao Serviço Mundial da BBC. "É o melhor dia da minha vida", disse ele. "Sinto como se tivesse nascido novamente. Liberdade é liberdade. Não consigo descrever".

06h11: Mustafa Abdul Jalil, chefe do Conselho Nacional de Transição, a coalizão rebelde, apareceu na rede de TV Al Jazeera ameaçando renunciar se os rebeldes recorrerem a qualquer vingança. "Há grupos extremistas islâmicos que buscam vingança e criar turbulência na sociedade líbia. Não terei honra em ser chefe do Conselho Nacional de Transição se houver rebeldes assim em seu meio", afirmou ele.

Obama, disse nesta segunda-feira que a situação na Líbia ainda é incerta e que a batalha ainda não acabou, mas que está claro que o regime de Muamar Khadafi “está chegando ao fim e que o líder líbio deve abandonar o poder e, assim, evitar maior derramamento de sangue.

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