Cinco candidatos disputam cargo de primeiro-ministro do Japão

A partir da direita: os candidatos ao cargo de primeiro-ministro do Japão Banri Kaieda, Sumio Mabuchi e Seiji Maehara (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Candidatos participam de debates até a escolha do novo premiê, na segunda-feira

Cinco candidatos disputam o cargo de primeiro-ministro do Japão depois da renúncia do premiê Naoto Kan na sexta-feira. Kan ocupou o cargo por apenas 14 meses.

O ministro do Comércio, Banri Kaieda, é o favorito depois de conseguir o apoio de Ichiro Ozawa, líder da maior facção do partido do governo, o Partido Democrático do Japão.

No entanto, sua vitória ainda não é garantida e colegas de partido apontam a "indecisão" de Kaieda como seu ponto fraco.

Já o preferido do público, de acordo com pesquisas de opinião, é o ex-ministro do Exterior Seiji Maehara que, aos 49 anos, poderia se transformar no premiê mais jovem do Japão desde a Segunda Guerra Mundial.

Maehara renunciou ao Ministério do Exterior depois de receber uma doação política ilegal de US$ 3 mil.

Outro concorrente ao cargo é o ministro da Economia, Yoshihiko Noda, mas ele já está em desvantagem por dividir a base de apoio no partido com Maehara.

Os outros dois concorrentes são o ministro da Agricultura, Michihiko Kano, e o ex-ministro dos Transportes e Infraestrutura Sumio Mabuchi.

Os cinco candidatos vão passar o final de semana fazendo discursos e debatendo antes de os 398 parlamentares do Partido Democrático do Japão votar para escolher o novo líder na segunda-feira.

Seis premiês

O vencedor de segunda-feira será o sexto premiê do Japão em apenas cinco anos.

Kan renunciou depois de ser pressionado e criticado por falhar em sua liderança após o terremoto e o tsunami que devastaram parte do país em 11 de março e desencadearam uma crise nuclar.

O primeiro-ministro japonês anunciou sua decisão de deixar o cargo em uma reunião do partido, que foi transmitida para todo o país.

O ex-premiê disse que, examinando seus quase 15 meses no governo, fez tudo o que pode face às dificuldades que enfrentou, incluindo o desastre nuclear na usina de Fukushima Daiichi e disputas políticas que aconteceram até mesmo dentro seu partido.

O correspondente da BBC em Tóquio, Roland Buerk, diz que o novo primeiro-ministro terá que supervisionar o maior esforço de reconstrução no Japão desde a Segunda Guerra Mundial e resolver a crise nuclear de Fukushima, onde vazamentos nos reatores ainda deixam escapar material radioativo.

Buerk diz que o novo governante também terá que convencer os mercados de que o Japão conseguirá superar um Parlamento dividido e lidar com a maior dívida interna do mundo industrializado.

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