Rebeldes líbios pedem a aliados que mantenham apoio

Rebeldes avançam em direção ao oeste da Líbia (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Rebeldes avançam em direção a cidade-natal de Khadafi, Sirte

Os rebeldes que lutam contra o regime do coronel Khadafi na Líbia pediram nesta segunda-feira que seus aliados internacionais mantenham seu apoio, apesar dos avanços que já fizeram inclusive a capital líbia, Trípoli, trocar de mãos.

Durante um encontro com chefes militares dos países que formam a coalizão anti-Khadafi, o chefe dos rebeldes, Mustafá Abdel Jalil, disse que, apesar de enfraquecido, o líder líbio ainda representa uma ameaça.

"A resistência de Khadafi às forças de coalizão ainda representa um problema não apenas para a Líbia, mas para o mundo. Por isso, pedimos que a coalizão mantenha seu apoio", disse o líder rebelde.

"Ainda precisamos do apoio (da coalizão) para restabelecer a segurança e eliminar as células adormecidas e os resquícios do regime de Khadafi."

O principal apoio militar dos rebeldes vem da Organização Militar do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar ocidental que tem bombardeado posições de Khadafi e enfraquecido a resistência contra as forças rebeldes.

<b>Avanço</b>

Nesta segunda-feira, os rebeldes tomaram o vilarejo de Nufalia, no caminho para a cidade natal de Khadafi, Sirte, onde mais combates são esperados.

O líder deposto da Líbia permanece escondido, mas um porta-voz dos rebeldes disse não saber se na sua cidade natal.

No domingo, um porta-voz de Khadafi afirmou que ele está pronto para iniciar negociações para a transferência do poder na Líbia. A negociação seria conduzida pelo filho de Khadafi, Saadi.

Os rebeldes disseram que já estão no poder e que não há negociações em andamento.

Ainda no domingo, um porta-voz dos rebeldes, Ahmed Omar Bani, disse quase 50 mil pessoas estão desaparecidas na Líbia após serem presas pelo regime de Khadafi nos últimos meses.

"O número de pessoas presas nos últimos meses é calculado entre 57 mil e 60 mil", disse Omar Bani. "Entre 10 mil e 11 mil foram libertados até agora... onde estão os outros?"

Para os rebeldes, os presos podem estar detidos em abrigos subterrâneos abandonados, sob ameaça de morrer se não forem encontrados em breve.

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