Governo da Argélia diz ter recebido família de Khadafi

Rebeldes patrulham cidade de Abu Grein, perto de Sirte (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rebeldes avançam em direção a cidade-natal de Khadafi, Sirte

O governo da Argélia informou nesta segunda-feira que integrantes da família do líder líbio, Muamar Khadafi, estão no país. A localização de Khadafi, no entanto, permanece desconhecida.

Em uma declaração divulgada pela agência de notícias estatal argelina, a APS, o Ministério do Exterior da Argélia afirmou que a mulher de Khadafi e três de seus filhos cruzaram a fronteira vindos da Líbia na manhã de segunda-feira.

Entre os familiares do líder líbio que conseguiram cruzar a fronteira estão a esposa Safia, a filha Ayesha, o filho mais velho, Muhammad, que teria escapado depois de se entregar às forças rebeldes em Trípoli, e outro filho, Hannibal.

No entanto, o ministério não deu informações sobre o paradeiro de Muamar Khadafi, que continua desconhecido desde que os rebeldes tomaram a maior parte da capital líbia na semana passada.

O Ministério do Exterior da Argélia informou ainda que esta informação será levada ao conhecimento do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, à Presidência do Conselho de Segurança da ONU e de Mahmoud Jibril, um dos líderes do Conselho Nacional de Transição rebelde líbio (CNT).

Jon Leyne, repórter da BBC que está em Benghazi, leste da Líbia, afirmou que os primeiros rumores de que a família de Khadafi tinha saído da Líbia foram divulgados pelos rebeldes durante o final de semana.

Naquela ocasião, as autoridades argelinas negaram que um comboio tivesse cruzado a fronteira entre os dois países.

Também nesta segunda-feira, um canal de TV ligado aos rebeldes afirmou que outro filho de Khadafi, Khamis, teria sido morto. A informação não pôde ser confirmada de maneira independente.

Otan

A notícia sobre o paradeiro da família de Khadafi foi divulgada em um momento em que as forças rebeldes da Líbia ainda tentam derrotar o que restou das forças leais a Khadafi.

Os rebeldes continuam os preparativos para um ataque contra a última área em poder das forças leais a Khadafi, a cidade de Sirte.

Os líderes do movimento rebelde fizeram uma proposta de um cessar-fogo de 48 horas, devido ao feriado muçulmano do Eid e, segundo um correspondente da BBC, muitos rebeldes têm familiares vivendo em Sirte e afirmaram que vão fazer de tudo para evitar derramamento de sangue.

Os comandantes da Otan afirmaram nesta segunda-feira que a campanha aérea contra as forças leais a Muamar Khadafi deve continuar, pois a guerra na Líbia está longe do fim.

Em uma declaração divulgada depois de uma reunião no Catar, os comandantes da aliança prometeram continuar com os bombardeios contra o que resta das forças de Khadafi.

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