EUA lembram os dez anos do maior ataque ao país

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Image caption Telões transmitiram as cerimônias do 11 de Setembro em Times Square, em Nova York

Os Estados Unidos lembraram neste domingo os dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 com cerimônias em Nova York, Washington e Shanksville (no estado da Pensilvânia), alvos dos ataques que deixaram quase três mil mortos.

Com a segurança reforçada em Nova York, após a descoberta de que a rede Al-Qaeda - responsável pelos atentados de 2001 - planejava novos ataques contra o país para marcar a data, familiares de vítimas, convidados, autoridades e artistas se reuniram desde o início da manhã no Marco Zero, local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center.

A cerimônia foi aberta pelo prefeito Michael Bloomberg, que lembrou como, dez anos atrás, uma manhã de "céu azul perfeito" se transformou "na mais escura das noites", e logo em seguida pediu um minuto de silêncio, às 8h46 (9h46 em Brasília), exato momento em que o voo 11 da American

Airlines bateu contra a Torre Norte.

Logo depois, o presidente Barack Obama leu o Salmo 46 da Bíblia. "Não teremos medo, ainda que os mares se agitem e rujam, e os montes tremam violentamente", diz um trecho da passagem.

De acordo com a Casa Branca, Obama escolheu a passagem por considerá-la apropriada, ao falar de enfrentar grandes desafios e emergir ainda mais forte.

No sábado, o presidente já havia dito, em seu pronunciamento semanal, que os Estados Unidos estão mais fortes hoje, uma década após os atentados.

Obama acompanhou a cerimônia ao lado da primeira-dama, Michelle, e do ex-presidente George W. Bush, que governava o país na época dos atentados, e da ex-primeira-dama Laura Bush.

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Image caption Nova York teve segurança reforçada após suspeita de tentativa de novo atentado

Familiares

Assim como nos anos anteriores, familiares se revezaram em uma leitura emocionada dos nomes de todos os mortos nos ataques de 2001 - além das vítimas do atentado de 1993, em que uma explosão no World Trade Center matou seis pessoas.

A cerimônia foi pontuada por pronunciamentos de autoridades e apresentações de artistas como Yo-Yo Ma, Paul Simon e James Taylor.

Em cinco outros momentos, foram feitos minutos de silêncio para marcar o choque do segundo avião contra a Torre Sul, a queda de cada uma das torres, o choque do voo 77 da American Airlines contra o Pentágono, em Washington, e a queda do voo 93 da United Airlines, em Shanksville.

Quem não foi convidado, acompanhou a homenagem do jeito que pode. Do lado de fora da área do Marco Zero - que teve várias ruas bloqueadas por medida de segurança - muita gente se aglomerava para tentar chegar o mais próximo possível do local da cerimônia.

Em Times Square, telões transmitiram ao vivo a cerimônia. Nessa parte da cidade, porém, para muitos turistas o domingo era apenas mais um dia como qualquer outro.

Memorial

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Image caption O nome de todas as vítimas foi lido na cerimônia em Nova York, que contou com Obama e Bush

Durante a cerimônia, os familiares das vítimas puderam, pela primeira vez, visitar o Memorial do 11 de Setembro, construído no Marco Zero, que será aberto ao público a partir desta segunda-feira.

Duas piscinas no mesmo local e do tamanho exato das duas torres do World Trade Center trazem os nomes de todos os mortos nos atentados.

Segundo a Casa Branca, Obama se disse "impressionado" com o memorial e "especialmente emocionado" com a leitura dos nomes das vítimas, principalmente aquela feitas por crianças.

Em alguns dos momentos mais tocantes da cerimônia, crianças leram os nomes dos pais que não chegaram a conhecer, já que suas mães estavam grávidas em 11 de setembro de 2001.

Após deixar Nova York, Obama e a primeira-dama foram para Shanksville, onde depositaram flores no local em que o avião caiu, e seguiram para o Pentágono.

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