Confronto durante protesto deixa pelo menos 18 mortos no Iêmen

Ferido é atendido após confronto em Sanaa. Foto: AP Direito de imagem AP
Image caption Testemunhas dizem que polícia usou metralhadoras e até artilharia antiaérea contra multidão

Pelo menos 18 pessoas morreram neste domingo na capital do Iêmen, Sanaa, em confrontos entre as forças de segurança e manifestantes que exigem a saída do presidente Ali Abdullah Saleh.

Este é o episódio mais violento em vários meses no país, que desde janeiro é palco de protestos em favor de reformas democráticas.

Segundo o correspondente da BBC no Cairo (Egito), Jon Leyne, testemunhas afirmam que a polícia abriu fogo contra a multidão usando metralhadoras e até mesmo artilharia antiaérea, enquanto dezenas de milhares de pessoas rumavam para o palácio presidencial.

O confronto, segundo Leyne, evoluiu rapidamente para uma batalha campal nas ruas de Sanaa. Além dos tiros, de acordo com o correspondente da BBC, os manifestantes foram atingidos por bombas de gás lacrimogêneo.

O ministro da Defesa do Iêmen disse em seu site oficial que os manifestantes iniciaram a violência, ao jogar bombas incendiárias contra a polícia.

O representante do governo acusou ainda um grupo militante islâmico de abrir fogo contra a multidão.

Leyne afirma ainda que, neste domingo, os manifestantes saíram às ruas não só da capital, mas também de outras cidades iemenitas.

Tratamento

O presidente está em tratamento na Arábia Saudita, depois que um ataque a bomba contra o complexo presidencial o deixou gravemente ferido, em junho.

Saleh está resistindo à pressão internacional para que renuncie, apesar dos oito meses de protestos realizados em todo o território do país.

De acordo com o correspondente da BBC, a oposição teme que a última medida tomada pelo presidente, de permitir que seu vice-presidente negocie a transição, seja somente mais uma tentativa de Saleh para ganhar tempo.

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