Nota da dívida italiana é rebaixada por segunda agência de classificação

Silvio Berlusconi, premiê da Itália. Getty Direito de imagem Getty
Image caption Standard and Poor’s já havia rebaixado os mesmos títulos em setembro; Berlusconi prometeu rigor

Os títulos da dívida da Itália voltaram a ser rebaixados nesta terça-feira, desta vez pela agência de classificação de risco Moody’s.

Os papéis italianos passaram de Aa2 para A2, com viés negativo. No último dia 19 de setembro, a agência Standard and Poor’s também reclassificou os títulos da dívida para baixo.

A Moody’s disse haver um "aumento significativo no risco do financiamento de longo prazo para a zona do euro".

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi disse que a medida já era esperada e que o governo trabalhará firme para atingir as metas do ajuste fiscal anunciado há algumas semanas.

Berlusconi lembrou que o orçamento italiano para 2013 ganhou o aval da Comissão Europeia.

Bancos

Além da revisão dos títulos da dívida soberana, a Itália pode enfrentar nos próximos dias um possível rebaixamento da nota de seus bancos.

"Esse rebaixamento vai dificultar ainda mais qualquer empréstimo a ser tomado pela Itália", diz o editor de economia da BBC, Robert Peston.

"Se a Itália se mostra um lugar mais arriscado para se emprestar, seus bancos vão ter mais dificuldades e pagarão mais para conseguir crédito", diz.

O relatório da Moody’s também fez alertas sobre as perspectivas de crescimento da Itália, mencionando problemas econômicos estruturais e a desaceleração da economia global.

"A questão é se (os governos da zona do euro) vão responder a isso com rapidez, apresentando uma solução crível", diz Peston.

Considerado inadequado pelo mercado, o pacote ampliado de resgate para a zona do euro, já aprovado pelo executivo dos 17 países que compartilham a moeda única, ainda precisa da aprovação dos parlamentos nacionais.

A resposta lenta das instituições do continente à crise tem sido alvo de severas críticas de vários líderes, como o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

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