Questionado por mercado, fundo de resgate europeu enfrenta último obstáculo

Símbolo do euro Direito de imagem Getty
Image caption Medidas em votação já são consideradas pelo mercado insuficientes para conter a crise

Já considerado insuficiente pelos mercados financeiros, o fundo de resgate para os países em dificuldades na zona do euro anunciado em julho enfrenta nesta terça-feira seu último obstáculo para ser aprovado.

Uma medida para aumentar a capacidade do fundo deve ser votada pelo Parlamento da Eslováquia - o último dos 17 países da zona do euro que ainda não aprovou a medida acordada em julho.

A aprovação por todos os países é vista como vital para os esforços de combate à crise das dívidas dos países da região.

A expansão dos poderes do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) prevê sua ampliação para 440 bilhões de euros (cerca de R$ 1,05 trilhão).

As medidas que serão votadas na Eslováquia também incluem a autorização para que o fundo compre títulos das dívidas de países da zona do euro e ofereça linhas de crédito para Estados-membros e bancos desses países.

Esses planos, porém, já são vistos nos mercados financeiros como inadequados, com analistas sugerindo que o fundo precisaria de cerca de 2 trilhões (R$ 4,76 trilhões) para se tornar efetivo.

Outras medidas acordadas em julho, como deixar que os investidores privados arquem com o prejuízo em caso de calote da Grécia, também são vistas hoje pelos mercados como insuficientes para conter a crise. Segundo alguns relatos, os líderes da região avaliam aumentar o desconto no pagamento da dívida dos originais 21% propostos em julho para 50%.

Novas medidas

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler (premiê) da Alemanha, Angela Merkel, prometeram no domingo fazer o que for necessário para proteger os bancos europeus da crise.

Eles disseram estar próximos à conclusão de um pacote detalhado para tentar aliviar a crise e que anunciarão os detalhes nas próximas semanas.

A declaração dos líderes das duas maiores economias da zona do euro levaram a uma onda de otimismo, com altas nas principais bolsas do mundo na segunda-feira.

Os mercados esperam agora que medidas mais amplas para a solução definitiva da crise sejam anunciadas durante a reunião anual de cúpula do G20, em Cannes, na França, no início de novembro.

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