EUA 'sustentam' acusações contra o Irã em plano de atentado, diz Obama

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Image caption Obama se negou a responder se altas autoridades iranianas estariam envolvidas no complô

Em sua primeira entrevista após a descoberta de um suposto plano para assassinar o embaixador saudita em Washington, o presidente Barack Obama disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos podem sustentar as alegações de envolvimento do Irã na trama.

"Nós não estaríamos levando adiante esse caso se não soubéssemos exatamente como sustentar as alegações contidas na acusação formal", disse Obama, na Casa Branca, em coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak.

O Irã nega as alegações trazidas à tona na terça-feira, quando o Departamento de Justiça indiciou dois iranianos (um deles com dupla cidadania americana) por suposta participação em um plano que envolveria a contratação de narcotraficantes mexicanos para assassinar o embaixador Adel al-Jubeir em solo americano.

Um dos indiciados é membro da Força Quds, a unidade de elite responsável pelas operações internacionais da Guarda Revolucionária do Irã, e os Estados Unidos alegam que o governo iraniano sabia do plano.

O governo do Irã, no entanto, afirma que os Estados Unidos "fabricaram" a história para desviar a atenção do público de seus problemas domésticos.

Sanções

Apesar de Teerã negar envolvimento, Obama disse que o episódio é parte de um "padrão de comportamento perigoso" por parte do governo iraniano.

O presidente disse que os Estados Unidos vão buscar as "mais duras sanções" para aumentar o isolamento do Irã e que nenhuma opção está descartada.

"Mesmo que no mais alto escalão não houvesse conhecimento operacional detalhado (do plano), é preciso haver responsabilização com relação a qualquer um no governo iraniano envolvido nesse tipo de atividade", disse Obama.

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Image caption Explosivo ia ser detonado em embaixada da Arábia Saudita, segundo autoridades americanas

O presidente, porém, não respondeu a uma pergunta sobre se o mais alto escalão do governo iraniano estaria envolvido no plano.

Coreia do Sul

Um dia após a aprovação pelo Congresso de um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul – e também com a Colômbia e o Panamá – Obama recebeu o presidente Lee em Washington e disse que a medida é uma "vitória para ambos os países".

Após reunir-se com o aliado sul-coreano, Obama disse que a Coreia do Norte foi um dos temas do encontro e "continua a representar uma ameaça direta à segurança de ambas as nações".

O presidente americano afirmou ainda que as "provocações" do norte serão respondidas não com recompensas, mas com sanções e isolamento ainda maiores.

Obama disse, no entanto, que caso o governo de Pyongyang abandone sua intenção de produzir armas nucleares irá ganhar "maior segurança e oportunidades para o seu povo".

As relações dos Estados Unidos e da Coreia do Sul com a Coreia do Norte estão deterioradas desde que Pyongyang abandonou as negociações para desativar seu programa nuclear.

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