Brasil quer investir na África com mão de obra local, diz Dilma

  • Daniel Gallas
  • Enviado especial a Luanda, em Angola
Vale inicia atividade de lavra em Moatize, Moçambique (Foto: Agência Vale)
Legenda da foto,

Empresas brasileiras (como a Vale, na foto) já têm operações em Moçambique (foto: Agência Vale)

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira ao presidente de Moçambique, Armando Guebuza, que o Brasil quer investir no país africano, mas gerando empregos entre os moçambicanos e sem importar mão de obra brasileira.

Dilma está fazendo um giro de quatro dias pela África, que inclui passagens por Moçambique e Angola – dois países que têm recebido muitos investimentos externos de China e Brasil.

Em Moçambique, empresas chinesas foram contratadas para diversas obras, como a do terminal do aeroporto internacional.

Tanto em Angola como em Moçambique, os empresários chineses foram criticados por importar trabalhadores da China para as obras.

"Em Moçambique, gostaríamos que as nossas empresas que atuam aqui façam diferente. Nós consideramos que um projeto, para ser bem feito, deve ser feito sobretudo com a população local", disse Dilma.

"Não queremos importar trabalhadores nem engenheiros do Brasil. Queremos que moçambicanos sejam os que atuam nas empresas em Moçambique. É importantíssima essa questão da geração de emprego."

Empresas brasileiras

Antes do encontro com Guebuza, Dilma reuniu-se com empresários brasileiros, entre eles a empreiteira Odebrecht, que possui 6 mil funcionários em Moçambique, e é um dos maiores empregadores do país.

Segundo a empresa brasileira, mais de 90% da sua mão de obra contratada em Moçambique é local.

Dilma segue para Angola ainda na noite desta quarta e termina amanhã sua visita ao continente africano.