Países 'disputam' título de bebê número 7 bilhões

Danica May Camacho e a mãe (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption As Filipinas escolheram Danica Camacho como bebê-símbolo

Diversos países ao redor do mundo decidiram escolher recém-nascidos para representar o bebê número sete bilhões nesta segunda-feira.

A ONU definiu o dia 31 de outubro como a data simbólica do marco populacional. As Filipinas foram o primeiro país a celebrar, com o nascimento de Danica May Camacho, no hospital Jose Fabella, na capital Manila.

A menina acabou vindo ao mundo pouco antes do previsto - às 23h58 de domingo - mas os médicos disseram que era perto o suficiente da data para que ela fosse considerada a bebê sete bilhões.

Além de presentes e um bolo comemorativo, a bebê teria recebido uma bolsa de estudos e a família, ajuda financeira.

Índia

Na Índia, a ONG de defesa dos direitos das crianças Plan International escolheu a bebê Nargis, que nasceu às 7h25 no horário local no Estado de Uttar Pradesh, como a representante do número sete bilhões.

Filha de um fazendeiro pobre, Nargis foi escolhida com o objetivo de chamar atenção para o problema do aborto de meninas e da assimetria da proporção entre homens e mulheres no país.

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Image caption A bebê Nargis, da Índia, foi escolhida como a de número sete bilhões pela ONG Plan International

Segundo a ONG, centenas de milhares de fetos de meninas são abortados na Índia a cada ano, apesar de o procedimento ser proibido e do uso de ultrassom para descobrir o sexo do bebê ser ilegal.

Rússia

Na Rússia, dois bebês nascidos em áreas remotas do país foram escolhidos como símbolos dos sete bilhões.

A televisão estatal russa mostrou imagens de comemoração após o nascimento do menino Pyotr Nikolayev, na província de Kaliningrado, que faz fronteira com a Polônia e a Lituânia.

Mas as autoridades de Kamchatka, do outro lado do país, no Oceano Pacífico, emitiram uma declaração orgulhosa dizendo que o bebê sete bilhões havia nascido na cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky.

Bebê 6 bilhões

No dia 12 de outubro de 1999, a ONU escolheu um bebê bósnio, Adnan Mevic, como o habitante da Terra de número seis bilhões.

O secretário-geral da época, Kofi Annan, foi até o hospital de Sarajevo e tirou fotos com o menino no colo.

A família Mevic luta contra a pobreza no momento, o que teria levado a ONU a não escolher nenhum bebê como símbolo oficial dos sete bilhões.

Segundo projeções das Nações Unidas, a população mundial deve chegar a oito bilhões em 2025 e a dez bilhões em 2083, mas esses números ainda podem variar dependendo de diversos fatores, como expectativa de vida, acesso a controle de natalidade e taxas de mortalidade infantil.

A ONU também usou o marco dos sete bilhões para pedir que as pessoas reflitam sobre os diversos problemas que poderiam ser causados por um planeta superpopulado, como a falta de água, alimentos ou condições de vida decentes.

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