Médico de Michael Jackson é considerado culpado pela morte do cantor

Conrad Murray. Getty Direito de imagem Getty
Image caption Murray alegou inocência, dizendo que cantor tomou remédios sem a sua conivência

O médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, foi considerado culpado nesta segunda-feira pela morte do cantor. O cardiologista estava sendo julgado por homicídio doloso, ou seja, quando não há a intenção de matar.

O médico permaneceu em silêncio, se mexendo em sua cadeira, enquanto o veredicto era lido. Além de perder sua licença profissional, ele pode pegar até quatro anos de prisão.

O júri – composto por um negro, seis brancos e cinco hispânicos – deliberou durante dois dias para chegar a um veredicto.

O astro da música pop morreu em 25 de junho de 2009, em sua casa em Los Angeles, vítima de uma overdose de anestésicos.

Do lado de fora da corte, fãs de Jackson celebraram a decisão, gritando “Culpado! Culpado!” durante a deliberação do júri.

Dose letal

Durante as seis semanas de julgamento, foram ouvidas 49 testemunhas e mais de 300 evidências foram apresentadas.

A promotoria afirmou que Murray, de 58 anos, deixou Jackson sozinho após ter lhe dado uma dose letal do poderoso anestésico propofol, para ajudá-lo dormir.

Apesar de ter mudado sua versão, o médico se declarou inocente o tempo todo, alegando que Jackson tomou o remédio por conta própria, depois de ele ter deixado o quarto.

Em seu argumento final, a promotoria disse que Murray causou a morte do cantor por negligência e privou os seus filhos da presença do pai, que era um “gênio”.

Já a defesa argumentou que foi o vício de Jackson em remédios que causou a sua morte, à medida que ele tomou propofol sem a presença do médico.

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