Polícia relata tranquilidade após tomada da Rocinha

Tanques sobem o morro em ocupação da Rocinha (Foto: Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Operação conta com 18 tanques da Marinha capazes de resistir a tiros de alto calibre

Forças policiais deram como completa neste domingo a ocupação da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, em preparação para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs) nestas comunidades.

Segundo os porta-vozes da chamada Operação Choque de Paz, a ocupação ocorreu sem maiores incidentes e os relatos são de tranquilidade nos locais ocupados.

Às 6h da manhã deste domingo (horário de Brasília), a coordenação declarou que os territórios incluídos na operação, que começou a subir o morro nas primeiras horas do dia, estavam sob controle das forças do Estado.

Cerca de 3 mil efetivos participam da operação.

As forças de segurança são lideradas pelo Batalhão Operações Policiais Especiais (Bope) e a tropa de choque da PM do Estado, com apoio de fuzileiros navais, unidades da Polícia Civil, helicópteros das duas polícias, veículos blindados da Marinha e agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal.

A Marinha brasileira reuniu para a operação o maior contingente de soldados já utilizados em intervenções policiais no Rio: 194 fuzileiros navais e 18 veículos blindados.

"Esta é a maior mobilização da Marinha em apoio à segurança pública", disse o Capitão de Mar e Guerra dos Fuzileiros Navais, Yerson de Oliveira Neto, responsável pela coordenação da operação.

"A Marinha foi criada para a guerra. Por isso, esperamos o pior. Estamos preparados para tudo acontecer, e é justamente por isso que nossa estratégia é de ação simultânea, que irá impactar as forças de resistência."

Pacificação

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Image caption Cerca de 3 mil efetivos participam da Operação Choque de Paz

A tranquilidade da operação nas primeiras horas deste domingo contrasta com a ocupação, há um ano, do Morro do Alemão, que demorou três dias e terminou com um saldo de 37 pessoas mortas.

Estima-se que 80 mil pessoas vivam na Rocinha, e outras 44 mil vivam no Vidigal e Chácara do Céu.

A Rocinha é a 19ª favela do Rio a ser ocupada pela polícia, em uma tentativa de recuperar territórios até então controlados pelo tráfico, antes da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão sediados no Rio.

Segundo o governo do Rio, após a ocupação, será instalada uma unidade de UPP no local.

"O efetivo e o número de bases operacionais da nova UPP serão definidos após reconhecimento do terreno pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP)", afirma um comunicado do governo fluminense.

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