Combates entre exército e militantes matam mais de 50 na Nigéria

Igreja é destruída em Maiduguri (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Cidade de Maidiguri é cenário de combates envolvendo o grupo Boko Haram

Mais de 50 pessoas morreram nos últimos dias devido a combates entre forças do exército e supostos combatentes islâmicos no nordeste da Nigéria, segundo afirmam autoridades do país.

Os militantes do grupo Boko Haram sofreram perdas pesadas em uma longa batalha na cidade de Damaturu, disse o chefe do estado-maior das forças armadas nigerianas, tenente-general Azubuike Ihejirika.

"Matamos mais de 50 deles", disse o militar.

O grupo, cujo nome significa "Educação Ocidental É Proibida", realiza frequentes ataques contra as forças de segurança e instituições do Estado nigeriano.

"Eles vieram com armas sofisticadas e pesadas (...) e bombas, mas os nossos soldados treinados os subjugaram", disse Ihejirika a uma rádio local.

Sete policiais e dois soldados morreram nos confrontos, disse à BBC o comissário de polícia do Estado de Yobe, Lawan Tanko.

Também há relatos de mortes após confrontos em Potiskum, a oeste da capital de Yobe, Damaturu.

Combates em Damaturu

Os combates começaram em Damaturu na tarde de quinta-feira, afirmou Tanko.

Uma testemunha ocular dos confrontos disse à BBC que explosões de bombas e tiros podiam ser ouvidos em torno de Damaturu por várias horas.

"As pessoas estão assustadas e estão fugindo da cidade agora", disse a testemunha, que se identificou como Suliman.

O Boko Haram ganhou notoriedade em 2009, quando centenas de seus seguidores foram mortos quando atacaram postos de polícia na cidade de Maiduguri.

O fundador do grupo, Mohammed Yusuf, foi detido e morreu sob custódia da polícia.

Um ano depois, o Boko Haram retomou seus ataques, cometidos em sua maioria em Maiduguri. Desde então, ele tem realizado campanhas violentas pelo norte da Nigéria, que é majoritariamente muçulmano, assim como em áreas centrais como Jos e Abuja.

Sob a liderança de Yusuf, o grupo exigia que a Nigéria se tornasse um Estado islâmico, mas agora acredita-se que ele tenha se separado em diversas facções, com diferentes demandas.

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