França defende sanções 'mais duras' contra Irã

Usina nuclear no Irã (AFP) Direito de imagem AFP
Image caption Irã minimizou ameaças de sanções ocidentais

O ministro do Exterior da França, Alain Juppé, disse estar convencido de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares e defendeu sanções "mais duras" contra o país.

"O Irã está buscando o desenvolvimento de armas nucleares, não tenho dúvidas sobre isso", disse o ministro à rede de TV francesa I-Tele.

"O último relatório da Agência Internacional de Energia Atômica é bem explícito em relação a isso."

Juppé pediu que a União Europeia siga medidas tomadas pelos Estados Unidos, congelando bens do Banco Central iraniano e impondo um embargo às exportações de petróleo.

"Queremos que os europeus deem um passo similar até o dia 30 de janeiro para mostrar nossa determinação."

O Irã minimizou a ameaça de novas sanções e negou que uma baixa recorde na cotação de sua moeda em relação ao dólar esteja relacionada às medidas punitivas adotadas pelos Estados Unidos.

Teerã também rejeita as acusações de desenvolvimento de armas nucleares, alegando que seu programa tem fins pacíficos e que o país precisa de tecnologia nuclear para suprir sua demanda interna por eletricidade.

Manobras militares

O Conselho de Segurança da ONU já aprovou quatro rodadas de sanções contra o Irã devido à recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio, que pode ser transformado em armas nucleares.

Os EUA já puniu dezenas de agências do governo iraniano, funcionários e empresas do país devido à questão.

O presidente Barack Obama sancionou a lei em relação ao Banco Central iraniano no sábado e ela entra em vigor em seis meses.

Nos últimos dez dias, o Irã conduziu uma série de exercícios militares no Golfo e, na segunda-feira, anunciou ter testado com sucesso um míssil de cruzeiro terra-mar de longo alcance, além de outros armamentos, no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

As autoridades militares disseram ainda que foram realizadas "simulações" de um fechamento do estreito, mas amenizaram ameaças feitas anteriormente dizendo que não há intenção de fechá-lo de fato.

Analistas dizem que o Irã está usando os exercícios militares para tentar mostrar que comanda o Golfo e que tem capacidade militar de se defender de qualquer ameaça à sua dominação.

Notícias relacionadas