Líga Árabe avalia direitos humanos na Síria e pode pedir ajuda à ONU

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Image caption Manifestantes anti-Assad se reuniram em frente a local da reunião no Cairo

Ministros do Exterior da Liga Árabe estão reunidos no Cairo para debater as evidências de uma missão de observadores que foi à Síria para avaliar a situação dos direitos humanos no país.

Manifestantes contra o regime do presidente Bashar al-Assad se reuniram em frente ao edifício onde o encontro está ocorrendo, com bandeiras e cartazes.

Os ministros devem examinar uma proposta feita pelo Catar de convidar especialistas em direitos humanos da ONU para avaliar se as autoridades sírias estão honrando sua promessa de cessar a violência.

O plano de pacificação da Liga, aceito pelo governo sírio, prevê a retirada de militares das ruas e o fim do uso da força contra civis.

Entretanto, críticos dizem que Assad está usando a presença de monitores como um aval político e que os ataques contra civis têm continuado.

Os observadores, que começaram sua visita no fim de dezembro, foram escoltados por forças de segurança sírias aonde quer que fossem. Muitos avaliam que por isso o grupo não pôde agir com total independência.

Além disso, a missão está sendo criticada por nunca ter sequer criticado o uso de violência contra os manifestantes.

Violência

A ONU estima que mais de 5 mil civis foram mortos nos protestos contra o presidente Bashar al-Assad, que começaram cerca de dez meses atrás.

Só no sábado, segundo os opositores, 27 pessoas foram mortas em todo o país em confrontos com o governo.

Os tumultos começaram durante um funeral organizado pelo governo para homenagear as vítimas de um atentado a bomba em Damasco na sexta-feira, que já havia deixado 26 mortos.

O governo de Bashar al-Assad atribuiu o atentado a "terroristas", enquanto a oposição o acusa de forjar a ação para influenciar a opinião pública.

Duas semanas atrás, 44 pessoas morreram em um atentado semelhante, que também motivou trocas de acusações entre governo e opositores.

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