Número de mortos em desabamento no Rio sobre para quatro

Centro do Rio de Janeiro. AFP Direito de imagem AFP
Image caption Pessoas foram retiradas debaixo dos escombros e levadas ao hospital Souza Aguiar

Autoridades do Rio de Janeiro confirmaram na tarde desta quinta-feira que subiu para quatro o número de pessoas mortas no desabamento de três prédios no centro da cidade.

O corpo de bombeiros afirmou que a operação de busca por possíveis sobreviventes nos destroços continuará noite adentro.

Anteriormente, havia a informação de que mais dois corpos tinham sido encontrados entres os escombros, mas esse dado foi desmentido pela Defesa Civil Estadual.

Ao menos 11 pessoas continuam desaparecidas. As informações são subsecretário de Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro, Márcio Motta, citado pela Agência Brasil.

De acordo com a Defesa Civil do município, cinco pessoas foram internadas com ferimentos, mas quatro delas já receberam alta.

Outros três prédios vizinhos foram interditados por precaução, segundo Motta.

"Interditamos por prevenção, mas vistoriamos um por um e não há risco de desabamento", disse.

Os prédios que desabaram eram vizinhos ao Teatro Municipal, na Cinelândia. Um deles tinha 20 andares, outro dez andares e um menor, quatro andares. O prefeito Eduardo Paes foi ao local acompanhar os trabalhos de resgate.

Dezenas de bombeiros e paramédicos acompanham os trabalhos de resgate. Devido ao forte cheiro de queimado no local, muitas pessoas usam máscaras protetoras.

Os escombros que caíram sobre a rua 13 de Maio, em frente aos edifícios, já está sendo retirados.

Embora o trânsito no entorno dos prédios esteja prejudicado, as principais vias de acesso ao centro do Rio apresentam normalidade.

Baixa ocupação

O desabamento ocorreu por volta das 20h30, quando os edifícios comerciais estavam com baixa ocupação, o que teria reduzido bastante o número de possíveis vítimas.

Um faxineiro foi retirado de dentro de um dos elevadores sob os escombros após ter ligado para um amigo pelo celular.

Segundo o prefeito, cães farejadores seriam usados na busca por possíveis sobreviventes. Ele afirmou que estimar o número de vítimas neste momento seria "pura especulação".

Segundo as informações iniciais, um dos edifícios, que abrigava escritórios de advocacia, passava por reformas em dois dos seus andares.

Um dos prédios abrigava um restaurante no andar térreo, mas não se sabe ainda se ele estava aberto no momento do desabamento.

Inicialmente especulou-se sobre possíveis danos a prédios vizinhos, incluindo o Teatro Municipal, mas vistorias descartaram problemas.

O incidente ocorre pouco mais de três meses após uma possível explosão de gás em um restaurante da cidade ter deixado três pessoas mortas.