Crescimento e emprego devem dominar agenda de cúpula da UE

Direito de imagem AFP
Image caption Encontro discutirá maior coordenação entre grupo de 17 países que utiliza o euro

Há três anos discutindo soluções para a crise econômica, os líderes da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira para discutir maneiras de incentivar o crescimento e a criação de empregos mantendo ao mesmo tempo a disciplina orçamentária.

A maioria dos países deve assinar um acordo – que a Grã-Bretanha já rejeitou – contendo regras orçamentárias mais rígidas, que prevê ainda maior coordenação entre os 17 países que usam o euro.

Por outro lado, a Comissão Europeia quer que cortes sejam feitos de forma "inteligente" para evitar que as medidas, em um continente que já tem 23 milhões de desempregados, afetem ainda mais o empreendedorismo.

A Comissão Europeia disponibilizará 82 bilhões de euros (R$ 188 bilhões) para projetos de incentivo ao emprego e o crescimento nos países-membros.

Os líderes debaterão soluções para o desemprego entre jovens e apoio para pequenas e médias empresas, que se queixam dos altos custos administrativos impostos por Bruxelas.

Na semana passada, a Espanha divulgou sua mais recente taxa de desemprego, que supera 22% e afeta 5 milhões de trabalhadores. A economia também está se deteriorando em Portugal.

Grécia

Outro tema que deve dominar a reunião é um possível acordo entre o governo da Grécia e seus credores para perdoar parte da dívida grega.

O primeiro-ministro do país, Lucas Papademos, disse que há progresso nas negociações com bancos.

"Queremos um acordo com nossos parceiros para permanecer estáveis, eliminar as incertezas, restaurar a confiança, recolocar a economia nos trilhos e criar novos empregos", afirmou.

O entendimento seria um passo crucial para que o país possa receber a segunda parte do resgate financeiro da União Europeia, no valor de 130 bilhões de euros.

No fim de semana, a Grécia rejeitou uma proposta alemã de designar um comissário da EU com poder de veto para supervisionar os gastos e a receita do país.

Notícias relacionadas