Greve da PM acaba na Bahia; no Rio, assembleia de bombeiros é 'adiada'

Policiais militares em Salvador. | Foto: Marcelo Casal Jr. / Agência Brasil Direito de imagem ABr
Image caption Greve já havia se encerrado no interior da Bahia na última sexta-feira

Os policiais militares da Bahia encerraram no último sábado uma greve que se estendeu por 12 dias, enquanto, no Rio de Janeiro, PMs e bombeiros mantinham a paralisação parcial neste domingo.

Cerca de 400 protestaram pela manhã, nas ruas do Rio, pedindo reajuste salarial e anistia para seus colegas detidos por causa da greve. A continuidade da paralisação, que teve adesão limitada, seria decidida em nova assembleia dos bombeiros nesta tarde, mas, segundo relatos, a reunião foi adiada para segunda-feira.

No sábado, o Sindicato da Polícia Civil do Estado havia abandonado a greve. Em anúncio, o diretor jurídico do sindicato, Francisco Chao, disse que a a categoria reavaliará a decisão em uma assembleia na quarta-feira.

Neste domingo, apesar da paralisação parcial, relatos dão conta de que não foi afetado o patrulhamento na cidade ou dos blocos de carnaval que desfilam neste final de semana. Alguns pontos da praia, porém, ficaram sem guarda-vidas.

Na Bahia, a greve foi encerrada em assembleia geral realizada no final da tarde de sábado.

As negociações preveem que os PMs e bombeiros baianos terão o reajuste salarial de 6,5% retroativo a janeiro deste ano, que havia sido prometido pelo governo, e que os policiais que participaram da greve não serão presos.

Representantes dos grevistas disseram que a paralisação estava terminando "pelo bem da sociedade" e não por causa do Carnaval, que acontece dentro de cinco dias.

Segundo o jornal local Correio, os PMs decidiram utilizar a via judicial para tentar negociar a liberação dos grevistas presos, entre eles o líder do movimento, o ex-PM Marco Prisco.

Fim gradual

Na última sexta-feira, os policiais já haviam decidido pôr fim à greve em cidades do sul do Estado, como Ilhéus, Itabuna e Porto Seguro.

Horas antes, o comandante da Polícia Militar da Bahia, coronel Alfredo Castro, disse em entrevista coletiva que cortaria o ponto dos policiais que mantivessem a greve no Estado, ou seja, que o comando deixaria de entender as faltas como adesão ao movimento grevista.

Em greve desde 31 de janeiro, os policiais baianos iniciaram a paralisação pedindo mudanças salariais e anistia administrativa para os PMs grevistas. Depois, passaram a exigir também a revogação dos mandados de prisão dos líderes da greve.

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Image caption Paralisação de policiais e bombeiros foi parcial no Rio

O aumento na violência ocorrido simultaneamente à paralisação fez com que o Exército fosse enviado ao Estado. O turismo na capital baiana também foi prejudicado pelo clima de insegurança.

Na última quinta-feira, o líder da Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, foi preso, após a divulgação de gravações telefônicas feitas pela Justiça em que ele era ouvido planejando supostos atos de vandalismo em Salvador.

Em negociações para o fim da greve, o Estado anunciou que deixaria de lado inquéritos administrativos contra os policiais grevistas, mas disse que a Justiça não pode abrir mão de processar aqueles que tenham cometidos crimes durante a paralisação.

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