Cruz Vermelha começa a retirar civis de Homs

Miorador de Homs (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption A Cruz Vermelha afirmou que a situação em Homs piora a cada hora

A Cruz Vermelha começou nesta sexta-feira a retirar mulheres e crianças feridas que estavam sitiados na cidade síria de Homs, no mesmo dia em que uma grande conferência de países ocidentais discute a crise no país.

A operação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho da Síria começou com ambulâncias entrando no subúrbio de Bab Amr, que sofreu fortes bombardeios nos últimos dias.

Jornalistas feridos estão entre os que buscam deixar o local. A Cruz Vermelha afirmou que pretende retirar todos os que necessitam de ajuda.

A entidade iniciou negociações com autoridades e representantes da oposição síria. Um porta-voz da Cruz Vermelha disse à BBC que a situação na cidade piora a cada hora.

Dois jornalistas feridos fizeram apelos em vídeo por ajuda, a francesa Edith Bouvier, que tem uma perna quebrada, e o britânico Paul Conroy.

Ambos foram feridos no ataque que vitimou outros dois jornalistas, a americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Remi Ochlik.

Conferência

Também nesta sexta-feira, a Tunísia recebe uma grande conferência internacional que discute formas de pressionar o governo sírio a aceitar um cessar-fogo e permitir a chegada de ajuda para as áreas mais afetadas.

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Image caption Jornalista francesa ferida fez apelo em vídeo para conseguir sair de Homs

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse a delegados de cerca de 70 países que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, está causando um "desastre".

"Se o regime de Assad se recusar a permitir que civis acessem ajuda que pode salvar vidas, ele terá ainda mais sangue nas mãos", disse ela.

"Isso vale também para as nações que continuam a proteger e armar o regime. Pedimos a todos os Estados que fornecem armas para a Síria que parem imediatamente", disse ela.

A conferência também reconheceu o Conselho Nacional Sírio como uma voz de oposição "confiável" ao mesmo tempo em que deixou claro que não exclui outros grupos.

A medida impede que o grupo seja considerado um substituto natural para o atual governo sírio.

Na conferência, a Arábia Saudita defendeu que grupos oposicionistas sírios recebam armas para ajudar a derrubar o regime de Assad.

Aliados importantes da Síria, a China e a Rússia não estão presentes no encontro na Tunísia.

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