Avó e madrasta indiciadas por morte de menina obrigada a correr por 3 horas

Savannah Hardin (Reuters) Direito de imagem Reuters
Image caption Savannah Hardin morreu no hospital, após sofrer convulsões

A avó e a madastra de uma menina de nove anos foram indiciadas por homicídio, acusadas de forçá-la a correr ininterruptamente por três horas como punição por ter mentido sobre o fato de ter comido doces, segundo a polícia do Alabama, nos Estados Unidos.

Savannah Hardin ficou extremamente desidratada, teve uma convulsão e morreu poucos dias depois, no hospital onde havia sido internada.

Os investigadores ainda tentam determinar se Savannah sofreu ameaças de violência física ou se apenas recebeu ordens verbais para correr.

Testemunhas

No fim da tarde da última sexta-feira, diversas pessoas teriam visto a menina correr do lado de fora da casa onde ela vivia, mas não acharam que havia algo grave ocorrendo.

"Eu a vi correndo ali, foi o que eu disse aos policiais, mas não consigo imaginar como isso pode ter matado a menina", disse Roger Simpson, uma das testemunhas.

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Image caption A avó e madrasta da menina foram acusadas de homicídio

Por volta de 18h45, a madrasta de Savannah, Jessica Mae Hardin, de 27 anos, telefonou para os serviços de emergência, dizendo que a menina estava sofrendo uma convulsão.

Segundo a polícia, a menina morreu na segunda-feira.

Os investigadores ouviram que a razão para a punição foi que a menina teria negado para a avó, Joyce Hardin Garrard, que havia comido uma barra de chocolate no ônibus escolar.

Relatos na mídia americana indicam que Savannah sofria de um problema na bexiga, que poderia ser agravado se ela ingerisse doces.

O pai da menina estava viajando a trabalho durante o episódio e teria conseguido voltar aos Estados Unidos poucas horas antes da morte da menina.

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