Reboque de navio à deriva deve levar 40 horas, diz guarda costeira

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Image caption Costa Allegra é rebocado para embarcação francesa

A guarda costeira italiana informou à BBC Brasil que o navio Costa Allegra, à deriva no Oceano Índico desde segunda-feira, deverá perfazer 40 horas sendo rebocado para Mahé, capital das Ilhas Seicheles, onde serão desembarcados os cerca de mil ocupantes, entre os quais dois brasileiros.

A Embaixada do Brasil na Tanzânia já foi acionada e confirmou à BBC Brasil a presença dos dois brasileiros na embarcação e o provável desembarque para esta quinta-feira. No entanto, ainda não está autorizada pelo Itamaraty a revelar os nomes dos dois turistas.

Um incêndio no gerador do navio na segunda-feira provocou a perda total de energia pela embarcação. Helicópteros levam comida para o transatlântico, como pão fresco, já que a cozinha não funciona.

Segundo a empresa Costa Crociere, operadora do navio, houve uma mudança de planos quanto à melhor maneira de desembarcar os passageiros. Inicialmente, a ideia era aportar na ilha Desroches, também em Seicheles. Mas o pequeno porto e a existência de um só hotel tornaram esta opção inviável.

De acordo com a Embaixada Brasileira na Tanzânia, responsável pelo atendimento aos brasileiros em Seicheles, ainda não há informações precisas sobre como será o desembarque em Mahé, assim como as condições de hospedagem e a possibilidade de vôos, uma vez que o carnaval na ilha começa dia 2 de março.

A operadora Costa Crociere é a mesma do navio Costa Concordia, que naufragou na costa italiana em janeiro, provocando a morte de 32 pessoas.

Piratas

Segundo a correspondente da BBC em Seicheles Katy Watson, os passageiros estão no convés da embarcação, onde é mais fresco, já que o ar-condicionado não funciona nas cabines.

O navio está em um local considerado perigoso por conta da atuação de piratas somalis. Um avião do governo de Seicheles também estaria fazendo sobrevôos para patrulha aérea.

O navio conta com nove guardas armados a bordo, e outros seguranças estariam na traineira francesa que reboca o navio.

Os piratas da região nunca atacaram um navio de cruzeiro.

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