União Europeia proíbe esposa de Assad de entrar em países europeus

Asma al-Assad e Bashar al-Assad (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Asma e Bashar al-Assad teriam continuado com vida de luxo mesmo depois de rebelião

Ministros do Exterior da União Europeia resolveram impor uma série de sanções contra a esposa do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Asma al-Assad faz parte do grupo de 12 sírios que foram adicionados a outros nomes já sujeitos a uma série de sanções, incluindo o presidente da Síria.

Este grupo não poderá viajar para um país europeu e teve os bens bloqueados.

Entretanto, segundo autoridades britânicas, a proibição não se aplica à Grã-Bretanha, país onde Asma al-Assad nasceu.

O correspondente da BBC em Bruxelas Chris Morris, afirmou que, durante anos, havia uma percepção de que a criação ocidentalizada de Asma poderia estimular algum tipo de reforma na Síria.

A esposa de Bashar al-Assad tem 36 anos e é de descendência síria, mas passou a maior parte de sua vida em Londres. Ela sempre teve um papel mais discreto no governo do país.

Em fevereiro, Asma escreveu um artigo para o jornal britânico Times para explicar a razão de defender o marido. Para ela, Bashar al-Assad ainda é o homem certo para liderar a Síria.

E-mails

Na semana passada, ativistas divulgaram cerca de 3.000 e-mails que, segundo eles, são de contas particulares de Bashar al-Assad e Asma.

As mensagens, que não passaram por uma verificação independente, sugerem que Asma continuava a comprar produtos de luxo on-line mesmo depois de a rebelião ter começado e a crise ter se agravado no país.

A ONU afirma que pelo menos 8.000 pessoas já morreram desde o início da rebelião, em março de 2011.

O presidente sírio e seus aliados afirmam que grupos terroristas são os responsáveis pela violência e acrescentam que centenas de membros das forças de segurança já foram mortos em combate.

Já os ativistas de oposição acusam o governo de matar milhares de manifestantes e afirmam que todos os dias dezenas de pessoas são mortas.

Nas últimas semanas o governo sírio aumentou os esforços para esmagar a rebelião em cidades como Homs e Hama.

Notícias relacionadas