Novos confrontos deixam 24 mortos na Síria, dizem ativistas

Combatente rebelde em Idlib (AFP) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Combatentes de oposição continuam lutando na província de Idlib

Novos confrontos entre forças do governo e rebeldes causaram a morte de 24 civis neste sábado, de acordo com informações de ativistas sírios.

O grupo ativista baseado em Londres Observatório dos Direitos Humanos afirmou que além dos 24 civis mortos neste sábado, outros 15 soldados e dois rebeldes também foram mortos.

Dez destas mortes ocorreram em Homs, a cidade que é considerada o centro da revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

"O bombardeio começou como sempre, pela manhã e sem nenhuma razão aparente", informou pelo Skype um ativista no bairro de Bab Sbaa à agência de notícias Reuters.

"Eles estão usando disparos de morteiros e de tanques contra muitos bairros da parte antiga de Homs."

O ativista acrescentou que a maioria dos residentes das áreas atingidas já fugiu para bairros mais seguros e muitos estão tentando sair da cidade.

Explosão e visita de Annan

A agência de notícias Associated Press divulgou que assitiu a um vídeo que supostamente mostra uma grande explosão em Homs.

As imagens, divulgadas por um grupo ativista chamado Shaam News Network, mostra uma grande bola de fogo e uma coluna de fumaça preta.

Um ativista, Nureddin al-Abdo, disse à agência AFP que soldados do governo, com o apoio de 26 tanques, atacaram a cidade de Saraqeb, na província de Iblib, perto da Turquia.

Segundo o correspondente da BBC em Beirute Jim Muir, todos os sinais indicam que o governo sírio vai continuar com os ataques a não ser que os rebeldes se rendam.

Muir acrescenta que esta é a mensagem que o governo quer passar ao enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan no final de semana em que ele visita a Rússia para tentar obter apoio ao seu plano de paz para a Síria.

Annan chegou neste sábado em Moscou para convencer o governo russo a ter uma posição mais firme contra as operações do governo sírio. Na próxima semana, ele vai até a China que, como a Rússia, tem apoiado a Síria na ONU.

Annan quer que o governo sírio suspenda o uso de seu poderio militar em áreas populosas do país.

Mas o governo do presidente Bashar al Assad condicionou o plano à entrega de armas por rebeldes e exige que países vizinhos vigiem suas fronteiras a fim de impedir o fluxo de armas e combatentes para a Síria.

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