Líder das Farc nega que grupo rebelde esteja enfraquecido

Reféns libertados no começo da semana pelas Farc
Image caption Farcs libertaram reféns que estavam detidos há 12 anos

Um dos líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) negou que o grupo esteja enfraquecido e afirmou que os rebeldes continuam prontos para a batalha.

O líder, que adotou o nome de Ivan Marquez mas cujo nome real é Luciano Marin Arango, negou em um vídeo as alegações dos militares colombianos de que o grupo está mais fraco.

Marquez defendeu as ações das Farc e rejeitou acusações de que o grupo comete atos de terrorismo.

No vídeo, que acredita-se ter sido gravado no dia 24 de março, Marquez afirma que as afirmações que as Farc tinham acabado estão erradas.

"Existe um intenso confronto político e militar e uma crescente mobilização dos setores sociais", disse Marquez, que é mostrado no vídeo sentado em uma mesa em frente a uma grande imagem do líder já morto das Farc Manuel Marulanda.

Ele acrescentou que os rebeldes estão tentando "conseguir a solidariedade das pessoas do mundo todo" para sua luta.

Nesta semana, os rebeldes libertaram dez reféns, militares e policiais detidos há mais de 12 anos, em uma operação executada por militares brasileiros, na selva colombiana.

A libertação foi considerada por analistas colombianos como sinal de debilidade do grupo e um considerável gesto de boa vontade em favor da paz.

Nova estratégia

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse em março que ataques militares contra as Farc, realizados recentemente, enfraqueceram o grupo.

Mais de 60 rebeldes foram mortos em ataques realizados nas províncias de Meta e Arauca.

Estes ataques são parte de uma nova estratégia das forças de segurança do país que visa eliminar os comandantes regionais das Farc e atingir a logística e suprimentos do grupo.

Santos determinou o uso desta nova estratégia depois da morte, nos últimos dois anos, de dois dos mais importantes comandantes das Farc, Mono Jojoy e Alfonso Cano.

Os rebeldes das Farc lutam contra o governo da Colômbia desde os anos 1960 e, na última década, eles teriam perdido cerca de metade de sua força e hoje contam com cerca de 8 mil integrantes.

Mas o grupo ainda tem muita força em grandes áreas rurais da Colômbia, graças ao dinheiro que ganhou com o tráfico de cocaína.

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