Níger substitui Afeganistão como pior lugar do mundo para ser mãe, segundo ONG

Mãe e bebê no Chade (AP) Direito de imagem AP
Image caption A região africana de Sahel sofre com seca e fome

O Níger é o pior país do mundo para ser mãe, substituindo o Afeganistão pela primeira vez em dois anos, segundo um ranking feito pela ONG internacional Save the Children.

A Noruega encabeça a lista, que levou em conta critérios como saúde materna, educação e status econômico, além de saúde e nutrição, em 165 países.

O Brasil ficou em 55º lugar, mesma posição que ocupava no ano passado, e foi o 4º melhor colocado na América do Sul, atrás de Argentina, Uruguai e Colômbia. O país que conseguiu a melhor colocação entre os classificados como "menos desenvolvidos" foi Cuba (44º no ranking geral).

Desnutrição infantil

O relatório destaca o avanço do Brasil no combate à desnutrição infantil. Com uma redução média anual de 5,5% entre 1989 e 2007, o país é o sétimo que mais progride na redução do problema.

Um país que aparece em uma posição surpreendentemente baixa no ranking são os Estados Unidos, que subiram da 31ª posição em 2011 para a 25ª em 2012.

"Uma mulher nos Estados Unidos tem uma probabilidade sete vezes maior de morrer de causas relacionadas à gravidez que uma mulher na Itália ou na Irlanda. Em relação ao número de crianças matriculadas em creches ou à situação política das mulheres, os Estados Unidos também ficam entre os últimos dez países desenvolvidos", explica Carolyn Miles, presidente da Save the Children.

Crise de Alimentos

Entre os dez países ocupando as últimas colocações no relatório State of the World's Mothers 2012, sete passam por uma crise alimentar.

O Níger, no último lugar, enfrenta um aumento do número de pessoas passando fome, situação que põe as vidas de milhões de crianças em risco.

O documento detalha um triste ciclo no qual jovens mulheres, que podem elas próprias ter sofrido com desnutrição na infância, dão à luz bebês abaixo do peso, que não receberam nutrição adequada ainda no útero.

Segundo Miles, "a crise de desnutrição crônica tem efeitos devastadores tanto para mães como para seus bebês".

Mas a ONG defende que a simples medida de encorajar a amamentação poderia salvar as vidas de um milhão de crianças por ano.

"Todas as mães devem ter o apoio de que precisam para amamentar, se desejarem. A amamentação é boa para o bebê em qualquer parte do mundo, mas em países em desenvolvimento, especialmente naqueles onde não há acesso a água limpa, a amamentação pode ser uma questão de vida ou morte", diz.

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