Náufrago processa operadora de navio que não prestou socorro

Adrian Vasquez | Foto: AP Direito de imagem AP
Image caption Adrian Vasquez (centro) resgatado após 16 dias à deriva, abriu processo contra Princess Cruises

Um pescador panamenho que sobreviveu 28 dias no oceano Pacífico e presenciou a morte de dois colegas abriu um processo contra a Princess Cruises, operadora de um navio que passou pelo grupo sem prestar socorro.

Adrian Vasquez decidiu entrar na Justiça da Flórida acusando a empresa de negligência.

Passageiros do cruzeiro disseram ter visto os pescadores e alertado a tripulação, mas a empresa diz que o capitão da embarcação não foi avisado.

A advogada do pescador, Edna Ramos, disse que o processo inclui o testemunho de dois passageiros que confirmam ter visto os náufragos e alertado a tripulação.

Uma passageira, Judy Meredith, afirmou a jornalistas que viu os pescadores com um binóculo e avisou um atendente, que confirmou ter repassado a informação à tripulação.

Água

Os três pescadores voltavam de uma viagem ao rio Hato, para onde tinham ido em fevereiro, quando um dos motores do barco de cerca de três metros de comprimento falhou.

Após 16 dias à deriva, eles avistaram um navio de cruzeiro e tentaram fazer sinais com um casaco vermelho.

"Ficamos muito felizes, porque achamos que eles viriam nos resgatar", disse Vasquez.

Ele foi resgatado dias depois a cerca de 1.000 quilômetros do continente, próximo às Ilhas Galápagos. Seus amigos já tinham morrido de sede.

Uma tempestade repentina, que reabasteceu seus suprimentos de água, foi crucial para a sobrevivência de Vasquez.

A empresa disse que houve uma falha de comunicação. Afirmou ainda que está ciente das obrigações perante a lei internacional do mar e que esteve envolvida em mais de 30 resgates nos últimos dez anos.

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