Vendas online de música superam CDs pela primeira vez no Reino Unido

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Image caption A cantora Lana Del Rey liderou as vendas de álbuns no Reino Unido

A receita de música digital superou a obtida a partir das vendas de formatos físicos como CDs e vinis pela primeira vez no Reino Unido.

De acordo com dados compilados pela Indústria Fonográfica Britânica (BPI, na sigla em inglês), as vendas online representaram 55,5% dos 155,8 milhões de libras que circularam no mercado de música no Reino Unido nos primeiros três meses do ano.

Os números divulgados pela BPI mostram um impressionante crescimento do mercado digital que fez a indústria fonográfica avançar 2,7% e ajudou a compensar o declínio nas vendas de CDs.

A renda das vendas digitais aumentou quase 25% no trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado, somando 86,5 milhões de libras.

No entanto, a receita de formatos físicos, como CDs e vinil, caiu 15% e agora representa 69,3 milhões de libras.

Receitas digitais são baseadas em downloads, assinaturas e serviços de música sustentados por anúncios, como Spotify e we7.

Os downloads de álbuns digitais aumentaram significativamente durante os primeiros três meses do ano, com a participação do digital no total de vendas chegando a quase um terço de todos os álbuns vendidos no Reino Unido, acima dos 23,6%.

Os álbuns superam as receitas de downloads de faixas individuais pelo segundo trimestre consecutivo.

No ano passado, a indústria musical do Reino Unido girou 795 milhões de libras, queda de 3,4% em relação ao ano anterior. Em 2003, a receita total era de 1,2 bilhão de libras.

Perspectivas melhores

O presidente da BPI, Geoff Taylor, disse que os resultados representaram um "marco significativo na evolução do mercado da música".

"As gravadoras britânicas adotaram o digital como núcleo (de suas operações), com apoio à inovação e mais licenciamentos de novos serviços online e móveis do que qualquer outro país."

"Como resultado, as perspectivas de crescimento da indústria parecem mais fortes para vários anos."

Mas ele também advertiu contra a complacência na indústria fonográfica.

"Nós precisamos ver a tendência repetida por vários trimestres para dizer que dobramos a esquina. A procura de CDs continua forte no Reino Unido"

O chefe de análises de negócios da publicação setorial Music Week, Paul Williams, afirma que não se pode falar em fim do CD.

"As pessoas se acostumaram a uma determinada maneira (de ouvir música). No passado, a mudança foi de (suporte) físico para físico, mas agora é diferente. É físico para o virtual."

"Geralmente, o público mais velho prefere comprar o formato físico. Isso não significa que todos o farão, porque há alguns que vão fazer o download."

Williams concordou que o crescimento do download de álbuns é significativo. Mas "não é forte o suficiente para compensar o deficit no mercado de álbuns".

"O CD ainda detém a maioria das vendas de álbuns no Reino Unido e vai continuar assim por algum tempo."

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