Fundador do Wikileaks pede asilo político ao Equador

Julian Assange, fundador do Wikileaks | Foto: Reuters Direito de imagem Reuters
Image caption Fundador do Wikileaks, Julian Assange fez pedido de asilo pouco antes de extradição à Suécia.

O fundador do Wikileaks, o australiano Julian Assange, solicitou asilo político à embaixada do Equador em Londres, na Grã-Bretanha. O ativista, cujo site vazou milhares de documentos secretos, esperava extradição para a Suécia, onde é acusado de agressão sexual.

A informação foi confirmada nesta terça-feira pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, segundo o qual Assange já se encontra abrigado na representação diplomática.

"O Equador está estudando e analisando o pedido de asilo", afirmou Patiño a repórteres na capital Quito.

A solicitação também foi ratificada através do próprio Wikileaks, que publicou em sua conta do Twitter um alerta em que se lia: "ALERTA: Julian Assange solicitou asilo político e está sob proteção na embaixada do Equador em Londres".

O país andino já havia oferecido asilo ao ativista em novembro de 2010.

Extradição

No último dia 14 de junho, a Suprema Corte Britânica negou o recurso de Assange para rever seu apelo contra a extradição à Suécia por suspeita de crimes sexuais.

Ele nega as acusações, afirmando que elas têm caráter político.

A Suprema Corte concedeu a Assange um prazo até o próximo dia 28 de junho para o início dos procedimentos de extradição.

Promotores suecos querem interpelar o fundador do Wikileaks sobre as acusações de estupro e agressão sexual feitas por duas ex-voluntárias do site em meados de 2010. Elas não registram as denúncias.

Assange alega, por outro lado, que a relação sexual foi consensual.

O ativista pode, ainda, encaminhar o caso à Corte Europeia de Direitos Humanos (ECHR, na sigla em inglês) em Estrasburgo, na França, até o próximo dia 28 de junho.

O site Wikileaks ganhou repercussão mundial ao vazar uma série de documentos confidenciais de governos e empresas na internet.

Em um deles, divulgado recentemente, os Estados Unidos se mostram contrários, tanto durante a administração de George W. Bush quanto de Barack Obama, à ideia do Brasil convocar a Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que está sendo realizada nesta semana no Rio de Janeiro.

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