Pais são presos por destruir confissão de filho que matou namorada

Leigh e Anita Turner (Foto: BBC) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Leigh destruiu a carta de confissão do filho com o conhecimento e aprovação de Anita (Foto: BBC)

Os pais de um britânico condenado à prisão perpétua por matar a namorada foram condenados a 27 meses de prisão cada um. Eles receberam a sentença por terem destruído uma carta na qual o filho confessava o assassinato.

Leigh Turner, 54 anos, e sua mulher, Anita Turner, de 51, foram considerados culpados por terem destruído a carta na qual o filho, Elliot, de 20 anos, afirmava ter estrangulado a namorada, Emily Longley, 17 anos, na cama dele, na casa da família.

Segundo a promotoria, Leigh destruiu a carta com o conhecimento e aprovação da mulher.

Anita Turner também retirou uma jaqueta da cena do crime, pois ela temia que a peça de roupa denunciasse seu filho.

As ações do casal foram descobertas quando a polícia instalou escutas na casa da família e gravou conversas nas quais os dois discutiam se tinham feito a coisa certa pelo filho.

Ao anunciar a sentença, a juíza Linda Dobbs afirmou que era uma tragédia que os pais de Elliot tenham perdido o caráter e que suas ações tenham levado o outro filho do casal, de 16 anos, a sofrer.

"Ele tem que viver sabendo que o irmão foi condenado por assassinato e, como se não fosse o bastante, seus pais foram condenados por um crime grave e isto deve ser um fardo pesado", disse a juíza.

O avô da vítima, Ron Longley, afirmou que está satisfeito com a sentença e que a condenação dos pais de Elliot "traz uma espécie de encerramento a um ano horrível".

Prisão perpétua

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Image caption Emily Longley voltou para a Grã-Bretanha apenas 8 meses antes de ser morta (Foto: Polícia de Dorset)

Emily Longley, que morava na Nova Zelândia mas foi para a Grã-Bretanha tentar ser modelo, foi encontrada morta na casa da família Turner em Bournemouth, no sudoeste da Inglaterra, em maio de 2011.

Ela tinha nascido na Grã-Bretanha, mas se mudou com os pais para a Nova Zelândia aos 9 anos de idade. Emily voltou à Grã-Bretanha para tentar a carreira de modelo apenas oito meses antes de ser morta.

Segundo os promotores do caso, Elliot Turner estrangulou Emily devido a uma crise de ciúmes. Os promotores afirmaram que Elliot tinha um histórico de obsessão com mulheres e acreditava que estava sendo traído por Emily.

Ele foi condenado à prisão perpétua em maio de 2012.

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