Indígenas colombianos querem Farc e Exército fora de suas terras

Presidente Juan Manuel Santos Direito de imagem AFP
Image caption Presidente colombiano Juan Manuel Santos chega à região do Cauca para debater violência

Grupos indígenas colombianos se negaram nesta quarta-feira a negociar com o presidente Juan Manuel Santos, após darem início a um movimento contra a presença de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e de militares em seus territórios, na região do Vale do Cauca.

No último fim de semana, a cidade de Toribío foi palco de confrontos armados entre guerrilheiros e militares, motivando líderes indígenas do vilarejo a negociar diretamente com a guerrilha, à revelia das autoridades nacionais.

Os indígenas então subiram as montanhas próximas de Toribío para encontrar os membros das Farc. Eles pediram que o grupo parasse de bombardear a cidade e deixasse a região.

Simultaneamente, outro grupo indígena foi até a base dos militares do governo dentro de Toribío e desmontou suas barricadas, pedindo também que deixassem o norte do Cauca.

Eles disseram acreditar que a melhora das fortificações do Exército da Colômbia em Toribío tornaram os ataques das Farc contra o povoado mais violentos.

Os combates iniciados na última sexta-feira a um posto policial no povoado dez mortos, mais de cem feridos e diversas casas danificadas.

<span >Conselho

Santos chegou nesta quarta-feira a Toribío para uma reunião simbólica de seu gabinete de ministros a fim de buscar soluções para reduzir a violência na região.

"Nós não o convidamos. Não vamos validar nenhuma decisão que seja tomada pelo conselho de ministros", afirmou Feliciano Valencia, porta-voz da Associação dos Conselhos Indígenas do Norte do Cauca.

Porém, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón, afirmou que o pedido dos indígenas não será atendido, na medida em que as Forças Armadas manterão sua presença na área.

"Seguiremos avançando nessas áreas centrais onde as Farc se estabeleceram por décadas, faremos mais esforços. Chegaram emm Cauca nos últimos meses cerca de 2 mil homens das Forças Armadas e vamos verificar se devemos trazer mais tropas. Não diminuiremos a pressão", disse Pinzón.

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