Judô brasileiro mira liderança no ranking de medalhas olímpicas do país

Equipe brasileira de judô Foto: Marcio Rodrigues/Fotocom.net Direito de imagem Marcio Rodrigues
Image caption Seleção brasileira de judô é uma das três que tem atletas em todas as categorias

Sarah Menezes e Felipe Kitadai começam neste sábado o ambicioso projeto de transformar o judô na modalidade esportiva mais premiada do Brasil na história das Olimpíadas.

O judô brasileiro conquistou 15 medalhas em todas as olimpíadas – uma a menos do que a vela e o vôlei (se consideradas juntas as categorias de quadra e praia).

A equipe que veio a Londres 2012 está gerando grandes expectativas da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

O país vem aos poucos se tornando uma das potências no esporte. Além do Brasil, só Japão e França trouxeram atletas para competir em todas as 14 categorias de peso. Entre os brasileiros, apenas quatro não estão entre os dez melhores do mundo nos seus rankings.

A CBJ afirma que se cada país tivesse direito a trazer dois atletas por faixa de peso, o Brasil teria 20 judocas competindo. Durante a preparação da equipe, na cidade de Sheffield, o técnico Ney Wilson revelou que a meta da seleção é obter quatro medalhas – sendo pelo menos uma delas de ouro. Outra meta é chegar em ao menos uma das finais femininas.

Ainda assim, as 15 medalhas olímpicas conquistadas pelo judô até hoje deixam o Brasil distante das grandes potências da modalidade – Japão (que tem 65 medalhas olímpicas no judô), França e Coreia do Sul (ambas com 37 medalhas).

Número um

Sarah Menezes, que começa concorrendo neste domingo, é uma das esperanças da CBJ. A piauiense de 22 anos é a terceira colocada no ranking mundial da categoria ligeiro, de até 48kg – a mais leve do judô.

A atleta está em sua segunda olimpíada e já traz no currículo dois títulos no Mundial Sub-20. Recentemente ela conquistou um Grand Slam em Moscou derrotando a belga Charline Van Snick e a romena Alina Dumitru – que foi medalhista de ouro em Pequim 2008.

Sarah não terá pela frente a número um na categoria, Haruna Asami, que se machucou antes dos Jogos. Sua principal adversária é Tomoko Fukimi, outra japonesa.

Direito de imagem Wander Roberto
Image caption Sarah Menezes tenta trazer a primeira medalha de ouro feminina do judô

Outra adversária considerada difícil é Paula Pareto, que ganhou o bronze em Pequim 2008 – a primeira medalha olímpica da história do judô argentino.

Já Felipe Kitadai é o 14º colocado na categoria de até 60 kg e não está entre os favoritos a uma medalha. Ele faz em Londres a sua estreia em olimpíadas.

As maiores esperanças do Brasil entram no tatame na próxima semana. Leandro Guilheiro – que conquistou o bronze em Atenas 2004 e em Pequim 20008 – e Mayra Aguiar são os atuais primeiros colocados em suas categorias.

Apesar da posição de destaque, os judocas não vêem a liderança no ranking como uma vantagem na véspera dos Jogos.

"Adorei ser a número um do ranking e vou levar isso para a vida toda. Mas é algo que já passou. Nos Jogos Olímpicos não vou ter nenhuma vantagem por ser a primeira", afirma Mayra Aguiar, que compete na categoria até 78kg.

"Não é tão bom ser o líder do ranking como muitos acham. Na verdade, vejo muitas desvantagens em ser o número um. Nos últimos tempos, por exemplo, tem sido cada vez mais difícil lutar, e alguns atletas que eu ganhava com facilidade se tornaram adversários duros", disse Guilheiro, durante a preparação para os Jogos de Londres.

Os principais adversários do brasileiro na categoria de até 73 kg são o alemão Ole Bischof – medalhista de ouro em Pequim 2008 – e o coreano Kim Jae-Bum, que eliminou Guilheiro na competição.

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