Quatro Estados americanos declaram emergência devido a tempestade

Atualizado em  26 de agosto, 2012 - 22:38 (Brasília) 01:38 GMT
Ventos fortes atingem Key West, na Flórida (foto: AP)

Ciclista pedala em meio a ventos fortes que antecedem a tempestade Isaac em Key West

A Flórida, a Louisiana, o Mississipi e o Alabama declararam estado de emergência devido à aproximação da tempestade tropical Issac - que deve atingir os Estados Unidos e se transformar em furacão em até dois dias, segundo meteorologistas.

A tempestade já deixou ao menos nove mortos ao passar pelo Haiti, República Dominicana e Cuba, além de causar inundações, desmoronamentos e deixar milhares desabrigados.

Ela deve atingir os EUA entre a fronteira da Flórida e a Louisiana na noite deste domingo. Também pode afetar New Orleans no sétimo aniversário da catástrofe provocada pelo furacão Katrina.

Sua provável chegada aos EUA obrigou o Partido Republicano a adiar sua convenção nacional, na qual Mitt Romney aceitará oficialmente concorrer às eleições contra Barack Obama.

Moradores das ilhas ao sul da Flórida em busca de abrigo lotaram a única estrada que liga a região ao continente durante todo o fim de semana.

Aqueles que decidiram ficar protegeram janelas e portas de suas casas com chapas de madeira e sacos de areia. A maioria do comércio está fechado.

Os ventos fortes que já atingem o sul da Flórida provocaram o cancelamento de centenas de voos nos aeroportos de Miami e Fort Lauderdale. Milhares de pessoas estão sem eletricidade e as partidas de barcos foram interrompidas.

Segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA, a tempestade Isaac deve ganhar força no golfo do México devido às águas quentes da região e as atuais condições atmosféricas.

Ela tem grande chance de se transformar em um furacão de categoria 2 (em uma escala de intensidade que vai até cinco) em um prazo de até dois dias.

O governador da Flórida, Rick Scott disse que declarou estado de emergência para ter certeza de que os serviços de socorro estarão prontos quando a tempestade chegar.

Ele afirmou na tarde deste domingo que a tempestade começa a se dirigir para oeste, colocando em risco também os Estados de Alabama, Loisiana e Mississipi.

Segundo o governo americano, 24% das produção de petróleo e 8% da de gás no Golfo do México foi interrompida

Republicanos

A convenção nacional do Partido Republicano deveria começar na segunda-feira.

Seus dirigentes, porém, decidiram apenas iniciá-la simbolicamente no dia previsto e adiar os eventos para a terça-feira - quando Issac já tiver passado pela região de Tampa.

O partido teme que a tempestade desvie a atenção do público da convenção. O evento tem o objetivo de transmitir uma imagem de união entre os Republicanos após uma temporada inicial marcada pelas divisões.

O ponto alto do evento deve ocorrer na noite de terça-feira, quando Romney aceitará a indicação para concorrer à Presidência.

Contudo, os republicanos não descartam o cancelamento do evento se a tempestade realmente se transformar em furacão e provocar mortes.

Haiti

Militares brasileiros ajudam haitianos após tempestade (foto: Divulgação/ Brabatt 1)

Militares brasileiros ajudam haitianos em Porto Príncipe após passagem da tempestade Isaac

Ao menos sete pessoas morreram entre sábado e domingo na passagem da tempestade Isaac pelo Haiti.

A agência humanitária da ONU (Ocha) afirmou que 14 mil pessoas tiveram que ser retiradas de áreas alagadas.

Outras 13 mil pessoas, que se estabeleceram em 160 acampamentos após o terremoto de 2010, foram atingidas pela tempestade e precisam de assistência.

Forças de paz do Brasil, do Nepal e de Sri Lanka atuam no socorro aos desabrigados.

"O que a população está pedindo mais são abrigos, colchões e comida", disse à BBC o tenente-coronel Rubens Costa Neto, porta-voz de um dos batalhões do Brasil na Minustah (a missão de paz da ONU no Haiti).

A região mais afetada foi a costa oeste do país, que inclui a capital Porto Príncipe. Segundo a ONU, o governo haitiano está conseguindo coordenar as ações de socorro, por meio de sua defesa civil, porém com o apoio de tropas e agências humanitárias internacionais.

Uma das principais preocupações da organização agora é evitar a incidência de um novo surto de cólera no país.

Na República Dominicana, duas pessoas morreram na passagem da tempestade. Em Cuba 200 ficaram desabrigadas e diversas regiões ficaram alagadas.

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