Análise do hálito pode identificar infecção no pulmão, diz estudo

Atualizado em  11 de janeiro, 2013 - 10:51 (Brasília) 12:51 GMT
Pesquisadores infectaram camundongos com a 'Pseudomonas aeruginosa' (Foto: Wikimedia Commons)

Pesquisadores infectaram camundongos com a 'Pseudomonas aeruginosa' (Foto: Wikimedia Commons)

Pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, sugerem que a análise do hálito de um paciente pode detectar bactérias do pulmão e diagnosticar infecções em minutos, ao invés das semanas geralmente necessárias para exames usuais com o mesmo objetivo.

O diagnóstico de infecções do tipo tradicionalmente envolve coletar uma amostra que é usada para o cultivo da bactéria em um laboratório.

A bactéria é então testada e classificada, para que os especialistas possam avaliar qual o antibiótico mais adequado para o tratamento.

Já o método que analisa o hálito é bem mais rápido e menos invasivo, segundo os pesquisadores.

Para este estudo, os cientistas do Colégio de Medicina da Universidade de Vermont analisaram compostos orgânicos voláteis (VOC, na sigla em inglês) detectados no hálito que é exalado, vindo dos pulmões. Com estes compostos, eles podem identificar bactérias diferentes e também variedades diferentes da mesma bactéria.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Journal of Breath Research.

Bactérias

Os pesquisadores infectaram camundongos com duas bactérias comuns em infecções de pulmão, a Pseudomonas aeruginosa e a Staphylococcus aureus.

Depois de 24 horas, eles colheram amostras do hálito dos camundongos.

Os compostos no hálito dos roedores foram analisados usando uma técnica chamada espectrometria de massa secundária com ionização por electrospray (SESI-MIS, na sigla em inglês), que é capaz de detectar elementos extremamente pequenos presentes no hálito.

Os pesquisadores encontraram uma diferença "estatística significativa" entre os perfis do hálito dos ratos infectados com as bactérias e aqueles que não foram infectados.

Eles também conseguiram diferenciar duas bactérias diferentes e duas variedades diferentes da Pseudomonas aeruginosa.

Jane Hill, uma das autoras do estudo, afirmou que ainda existem alguns obstáculos e os testes do novo exame continuam.

"Agora estamos colaborando com colegas para retirar amostras de pacientes e demonstrar os pontos fortes e as limitações da análise de hálito", afirmou.

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