Excesso de Coca-Cola teria contribuído para morte de neozelandesa

Atualizado em  12 de fevereiro, 2013 - 08:57 (Brasília) 10:57 GMT
Coca-cola (Foto AP)

Fabricante da Coca-cola contestou as conclusões do médico legista.

Um médico legista na Nova Zelândia concluiu que o consumo excessivo de Coca-Cola teria contribuído para a morte de uma mulher de 30 anos que sofreu um ataque cardíaco em 2010.

Natasha Harris bebia entre 6 a 10 litros do refrigerante por dia - quantidade que é duas vezes acima do limite recomendado para a ingestão diária de cafeína por um indivíduo adulto.

Harris, que tinha oito filhos e já havia perdido todos os dentes por excesso de cáries, bebia Coca-Cola o dia inteiro.

Segundo sua família ela seria "viciada" na bebida, chegando até a sofrer "sintomas de abstinência", como tremedeiras.

Para a Coca-Cola, não é possível provar que o seu produto teria contribuído para a morte de Harris.

O médico legista que determinou as causas de seu falecimento, porém, disse que se não ela tivesse bebido enormes quantidades do refrigerante, não teria morrido "nem quando nem da forma que morreu".

Segundo o perito, a Coca-Cola foi um "fator significativo" para a deterioração da condição cardíaca de Harris.

Ele admitiu que não é possível responsabilizar as empresas produtoras de refrigerantes pela saúde de consumidores que abusam do produto, mas disse acreditar que tais empresas deveriam alertar seus clientes sobre os riscos da ingestão excessiva de açúcar e cafeína.

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