A reprodução deste formato de vídeo não é compatível com seu dispositivo

Boston reforça segurança para visita de Obama

Image caption Vigílias em Boston lembraram as vítimas do ataque à maratona

A segurança está sendo reforçada em Boston para receber a visita do presidente Barack Obama nesta quinta-feira, quatro dias após o ataque a bomba que matou três pessoas e deixou mais de 170 feridos.

Obama, que cancelou uma viagem para o Kansas, vai se pronunciar durante uma cerimônia ecumênica que será realizada pela manhã.

O líder americano descreveu o ataque à maratona de Boston, na segunda-feira, como "abominável e covarde" e ressaltou que os investigadores ainda não sabem se uma organização – doméstica ou estrangeira – ou um único indivíduo estaria por trás das duas explosões.

A vítima mais jovem é Martin Richard, um menino de apenas oito anos. Krystle Campbell, de 29 anos, e uma estudante chinesa de pós-graduação, cuja identidade não foi revelada, também morreram.

"Por enquanto tudo é especulação", disse Obama. "Vai levar algum tempo, mas nós vamos achar os responsáveis e eles serão julgados", completou.

Imagens divulgadas pelo FBI sugerem que as bombas teriam sido colocadas em panelas de pressão escondidas dentro de mochilas pretas. Investigadores suspeitam que as bolsas teriam sido colocadas no chão e ativadas por meio de dispositivos eletrônicos.

O material recolhido pela perícia no local ainda inclui estilhaços de metal e pregos, que geralmente aumentam os estragos causados pelas bombas.

Na linha de chegada

As equipes médicas que estão atendendo as vítimas afirmam que seus ferimentos foram causados por estilhaços de metal e outros fragmentos, levando à amputação de membros inferiores em alguns casos.

O agente especial do FBI Richard DesLauriers disse, durante uma coletiva de imprensa, que o material recolhido no local está sendo encaminhado a um laboratório da agência na Virgínia, onde será reconstruído por especialistas.

"A investigação ainda está engatinhando", disse ele. "Ninguém assumiu a autoria dos ataques e o leque de suspeitos e motivações continua em aberto", acrescentou.

O menino morto na tragédia estava perto da linha de chegada da maratona quando a primeira bomba explodiu. Ele estava com a mãe e a irmã, que ficaram gravemente feridas.

"Eles estavam procurando amigos entre os atletas que cruzavam a linha de chegada quando a bomba explodiu", disse o deputado Stephen Lynch, amigo da família, à agência de notícias Associated Press.

Muito emocionada, a mãe de Krystle Campbell, de 29 anos, disse a jornalistas em frente à sua casa que "ninguém podia pedir para ter uma filha melhor".