Guias se revoltam e atacam alpinistas no Monte Everest

Everest (Arquivo/AFP)
Image caption Briga teria começado a mais de 7,4 mil metros de altura

A polícia do Nepal está investigando uma suposta briga entre três alpinistas europeus e seus guias da etnia sherpa durante uma escalada no Monte Everest.

Ueli Steck, da Suíça, Simone Moro, da Itália, e o britânico Jonathan Griffith estavam nas proximidades do acampamento três, a 7.470 metros de altura, quando o incidente ocorreu.

Uma versão dos acontecimentos indica que os guias pediram que os alpinistas esperassem enquanto eles iam na frente para fixar as cordas de segurança.

Os alpinistas teriam ignorado o pedido e continuaram subindo, o que causou o desmoronamento de uma quantidade de gelo que caiu em cima dos guias.

Moro afirmou em uma declaração que "ser atingido por grandes pedaços de gelo é uma ocorrência muito natural" na região e "nenhum sherpa se apresentou para mostrar ferimentos".

Orgulho ferido

O alpinista italiano disse ainda que "o líder dos sherpa teve seu orgulho ferido, pois os alpinistas estavam avançando sem cordas e muito mais rápido" do que os guias e que, quando os europeus voltaram para suas barracas, um grande grupo de guias se juntou para atacar os três alpinistas.

"(Os guias) ficaram agressivos instantaneamente e não apenas chutaram e socaram os alpinistas, mas também atiraram muitas pedras", informou Moro.

Por outro lado, de acordo com a agência de notícias AP, os sherpas acusam os alpinistas de terem iniciado a briga.

Uma testemunha não identificada disse à agência AFP que o incidente foi "terrível de ver - eles quase foram mortos".

Mais de 3 mil pessoas escalaram o Everest desde que o alpinista Edmund Hillary e seu guia, Tenzing Norgay, chegaram ao topo pela primeira vez em 1953. O monte Everest é o mais alto do mundo, com 8.848 metros.

Sherpas são geralmente contratados para acompanhar os alpinistas e ajudá-los na escalada.

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